Use o menu abaixo e explore artigos sobre cada condição clínica

Todas as áreas terapêuticas
  • Neurologia
  • Coração
  • Saúde Urológica
  • Cânceres e Tumores
  • Sistema Circulatório
  • Obesidade
  • Outras Condições
  • Acesso à Saúde
  • Histórias
  • Todas as áreas terapêuticas

Tremor essencial

Ouvir texto - 9:37

É bastante comum encontrar pessoas que apresentam algum tipo de tremor. Normalmente, os membros superiores (braços e mãos) são os mais afetados, ao fazer algum movimento. Essa condição clínica chama-se tremor essencial e, mesmo sem alterar a expectativa de vida de seu portador, pode comprometer sua rotina. Conheça mais sobre essa enfermidade, suas características, seus sintomas e os tratamentos disponíveis.

O que é tremor essencial?

Apesar de não ser tão divulgado, o tremor essencial (TE) é um transtorno comum. Ele é um distúrbio neurológico caracterizado por um tremor incontrolável durante um movimento voluntário, como escrever ou beber água, e atinge principalmente os braços e as mãos, mas costuma acometer também a cabeça, a língua, o queixo e a laringe (caixa de voz). Quando já está mais avançado, pode ainda se manifestar nas pernas.

Os estudos mostram que a prevalência do tremor essencial varia de 0,5% a 6%, dependendo da população, da etnia e da idade, mas, entre os idosos com mais de 65 anos, chega a 4,5% 1. Os números confirmam que a incidência do tremor essencial exige mais atenção médica, mas seu diagnóstico é bastante difícil.

Segundo dados da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) 2, de 30% a 50% dos diagnósticos que deveriam ser de tremor essencial são confundidos com doença de Parkinson ou distonia. Isso ocorre porque as causas dessa condição não estão completamente definidas.

Quais são as causas do tremor essencial?

Ainda não se sabe ao certo o que provoca o tremor essencial. As pesquisas mais recentes apontam para várias hipóteses, como: atividades anormais nos circuitos do cérebro, alteração nas redes de neurônios, neurodegeneração e disfunção dos neurotransmissores gabaérgicos, responsáveis pela calma e relaxamento, principalmente no cerebelo e no tronco cerebral. Os neurologistas sabem que é uma doença que compromete a atividade elétrica nos circuitos motores, incluindo o córtex cerebral e o tálamo, regiões que participam do controle dos músculos. Daí a presença do tremor durante o movimento. Muitos casos também têm origem no histórico familiar, entretanto, não se pode afirmar que há uma causa genética ou um fator de risco genético associado ao tremor essencial.

Como é feito o diagnóstico do tremor essencial?

O tremor essencial exige um diagnóstico cuidadoso, já que é uma doença progressiva e heterogênea e não existem exames laboratoriais ou testes específicos para identificá-la. É necessário fazer uma investigação minuciosa: os especialistas devem considerar a idade, o gênero e o histórico familiar do paciente; se ele é portador de outras doenças ou faz uso de medicamentos que causam tremores; além de realizar testes neurológicos. Fazer um levantamento detalhado dos sintomas também é fundamental: há quanto tempo eles surgiram, em quais situações o tremor aparece (em repouso ou em movimento), se ocorre piora em momentos de estresse e ansiedade, quais partes tremem e com qual frequência e se há rigidez muscular.

Alguns pesquisadores apontam que, para se concluir um diagnóstico de tremor essencial, é necessário conferir alguns critérios:

  • se é um tremor de ação isolado em ambos os membros superiores;
  • com duração mínima de três anos;
  • se há tremor em outros locais, como cabeça e voz, porém, considerando que não é comum acometer exclusivamente cabeça e voz;
  • se há piora em situação de estresse;
  • Com essas informações detalhadas, os especialistas podem descartar a hipótese de outros transtornos, como mal de Parkinson, distonia e esclerose múltipla, e classificar a condição clínica como tremor essencial.

Há tipos diferentes de tremor essencial?

Há dois tipos de tremor essencial, com características fisiopatológicas diferentes: o de início precoce e o de início tardio.

O tremor essencial de início precoce aparece por volta dos 20 anos, costuma piorar nos primeiros períodos, alcança estabilidade e volta a se agravar com o envelhecimento. Ele é mais comum entre os homens, o paciente costuma ter histórico familiar e seus sintomas prevalecem nos membros superiores (raramente, esses pacientes vão apresentar sintomas em outras partes do corpo).

Já o tremor essencial de início tardio dá seus primeiros sinais após os 60 anos de idade e surge principalmente em mulheres. Muitas vezes, não é possível identificar um histórico familiar de tremor e ocorre um comprometimento da voz e da cabeça com maior frequência.

Nos dois tipos, os sintomas tendem a piorar com o avançar da idade e ainda podem aparecer outros comprometimentos, como alterações auditivas (perda da audição), cognitivas (um leve comprometimento por causa do envolvimento do cerebelo, responsável pela coordenação e equilíbrio) e psíquicas (transtorno de humor e ansiedade).

Quais são as principais diferenças entre tremor essencial e Doença de Parkinson?

Como o tremor essencial é constantemente confundido com o mal de Parkinson, é importante estar atento. No tremor essencial:

  • os movimentos são mais lentos.
  • não há rigidez muscular.
  • não há um tremor de repouso isolado.
  • é relativamente constante.
  • o tremor concentra-se no punho.

Intra-hepático: comete os ductos biliares dentro do fígado e muitas vezes é classificado como um tipo de câncer de fígado;

Perihilar: ocorre nos ductos fora do fígado. O tipo mais recorrente é o tumor de Klatskin, que acomete a região onde os ductos direito e esquerdo se encontram, originando o ducto hepático comum.

Distal: acomete a porção do ducto biliar que fica mais próxima do intestino delgado e também é chamado de colangiocarcinoma extra-hepático.

Artigos
Relacionados

Por que é tão difícil diagnosticar a distonia corretamente?

Sistema Nervoso

Por que diagnosticar a distonia é tão difícil?

A variedade de apresentações clínicas e a sobreposição de sintomas com outras condições neurológicas ainda são desafios na hora do diagnóstico

Existem muitos e diferentes tipos de distonia, mas, em comum a todas elas, está o fato de o diagnóstico ser sempre clínico1. Por essa razão, pode acontecer de ocorrer uma dificuldade na hora de comprovar o quadro. Há casos de distonias focais que costumam ser diagnosticadas já na primeira avaliação, sem necessidade de exames complementares mais complexos, enquanto outras formas da doença exigem um estudo mais aprofundado rumo a um diagnóstico preciso.

Além disso, alguns tipos de distonia podem ter início gradual e progredir ao longo do tempo, tornando a identificação precoce mais difícil. Felipe Mendes, neurocirurgião e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, explica que o processo de diagnóstico da distonia muitas vezes envolve a exclusão de outras condições neurológicas que podem apresentar sintomas semelhantes. “Para tal, é importante ouvir e compreender bem as queixas de cada paciente e realizar um exame físico neurológico completo dentro do consultório”, resume.

Ainda podem ser necessários exames de imagem, como a ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para descartar lesões cerebrais ou outras anormalidades. “A realização de testes genéticos e o monitoramento de sintomas para entender a evolução da doença também são ferramentas importantes, que contribuem para o diagnóstico e tratamento adequados”, complementa.

Isso porque a melhor forma de tratamento depende muito do tipo específico de distonia, como explica o neurocirurgião. “O plano de tratamento é personalizado e, muitas vezes, conta com uma equipe multidisciplinar composta por vários profissionais da saúde, como neurologistas, neurocirurgiões, neurofisiologistas e neuropsicólogos, sempre com o foco em restabelecer a qualidade de vida dos pacientes diagnosticados.”

No entanto, o mais importante é que o paciente chegue ao médico especialista, que neste caso é o neurologista especialista em distúrbios do movimento. “Esses profissionais têm o conhecimento necessário para diagnosticar a condição mais precocemente e propor as melhores formas de tratamento. Quando existe a necessidade de tratamento cirúrgico, o neurologista encaminha o paciente para a avaliação de um neurocirurgião”, finaliza Mendes.

Quer saber mais sobre a doença? Descubra os 5 mitos que ainda existem sobre a distonia.

Aproveite também para ver essa história de superação: De volta às quadras de tênis depois da Estimulação Cerebral Profunda

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde

ATENÇÃO III: Somente para fins informativos. O conteúdo deste artigo/publicação é de responsabilidade exclusiva de seu autor/editor e não representa a opinião da BSC.

NMD = 1898906 – AA – Saber da Saúde

Procedimentos médicos que podem afetar quem possui sistema de Estimulação da Medula Espinhal

Sistema Nervoso

Procedimentos médicos que afetam sistemas de estimulação medular

Determinados testes, terapias ou procedimentos podem ferir você, desligar a estimulação ou danificar permanentemente o seu estimulador. Aprenda sobre esses procedimentos abaixo e certifique-se de informar aos seus médicos que você possui um sistema de estimulação da medula espinhal antes de considerar algum desses procedimentos. 

Procedimentos que podem afetar o sistema de estimulação da medula espinhal

  • Diatermia:
    A diatermia emite uma corrente elétrica de alta frequência para estimular a geração de calor dentro do tecido corporal. A energia e o calor elevados podem ser transferidos por meio do seu sistema de estimulação, causando danos teciduais e, possivelmente, lesão grave ou mesmo morte.
  • Marcapassos cardíacos:
    O seu sistema de Estimulação da Medula Espinhal pode interferir com um marca-passo ou desfibrilador cardíaco implantável (ICD - implantable cardiac defibrillator)
  • Litotripsia:
    A litotripsia utiliza ondas de choque ou som de alta saída para tratar cálculos biliares e cálculos renais.
  • Eletrocautério:
    Este procedimento utiliza uma sonda elétrica aquecida para parar o sangramento durante a cirurgia.
  • Desfibrilação externa:
    Entrega um choque elétrico ao coração para restaurar uma frequência cardíaca normal. É geralmente utilizada em emergências médicas.
  • Terapia com radiação:
    A radiação é comumente utilizada para tratar câncer. Sua energia ionizante pode afetar o seu sistema de Estimulação da Medula Espinhal.
  • Varredura ultrassônica:
    Testes de varredura ultrassônica utilizam ondas de som de frequência muito alta para produzir imagens de órgãos ou tecidos internos.
  • Ultrassom de alta saída:
    Ondas de som de alta frequência podem ser utilizadas para fisioterapia para tratar determinadas lesões ósseas/musculares, para estimulação muscular ou para melhorar o fluxo sanguíneo.
  • Raio-X e Varreduras de tomografia computadorizada (TC):
    Esses testes podem danificar o estimulador se a estimulação estiver ligada. Mas é improvável que eles danifiquem o dispositivo se a estimulação estiver desligada.
  • Imagem de ressonância magnética (IRM):
    Este teste utiliza um campo eletromagnético forte para produzir imagens do corpo. Os sistemas de estimulação da medula espinhal diferem quando se trata de varreduras de IRM e segurança (vide abaixo).

Sistema de Estimulação da Medula Espinhal Permitindo IRMs da Cabeça

Sistema de Estimulação da Medula Espinhal Spectra WaveWriter™: Este sistema condicional de IRM permite que você realize varreduras de IRM da cabeça em condições especificadas se você cumprir com as exigências de elegibilidade. 

Sistemas de estimulação da medula espinhal permitindo irms de corpo inteiro

Sistema de Estimulação da Medula Espinhal de IRM Precision Montage™: Este sistema proporciona acesso a varreduras de IRM de corpo inteiro em condições específicas se você cumprir com as exigências de elegibilidade. 

Sistemas de estimulação da medula espinhal não seguros para irm

Sistema de Estimulação da Medula Espinhal Precision™ Plus e Sistema de Estimulação da Medula Espinhal Precision Novi™: Se você possuir algum desses sistemas, você não deve fazer uma IRM. Isso pode fazer com que peças do implante se desloquem, aquecer o neuroestimulador ou danificar o implante, causando uma sensação desconfortável ou de “solavanco”. 

Converse com seu médico

Antes de fazer qualquer teste, procedimento ou terapia médico, certifique-se de informar à sua equipe de saúde que você possui um sistema de estimulação da medula espinhal.

Agora que você se informou sobre Procedimentos médicos que podem afetar quem possui sistema de Estimulação da Medula Espinhal, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Sistema Nervosopara ver sobre Precauções de Segurança para quem possui Sistema de Estimulação da Medula Espinhal.

E, se quiser saber mais sobre dor crônica e os possíveis tratamentos, acesse nossa página Existe Vida Sem Dor.

Saiba mais sobre o Saber da Saúde

Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.

A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.

Doença de Parkinson e Tremor Essencial: reconheça as diferenças

Sistema Nervoso

Parkinson x Tremor Essencial: saiba as diferenças

Os sintomas, algumas vezes parecidos, fazem com que muitos confundam essas duas doenças. E, mesmo desconhecido, o Tremor Essencial supera os casos de Parkinson

Embora possam apresentar sintomas semelhantes, como os tremores, é preciso deixar claro que a doença de Parkinson e o Tremor Essencial são condições neurológicas bastante diferentes. Enquanto a doença de Parkinson é causada pela degeneração progressiva das células nervosas produtoras de dopamina na substância negra do cérebro, o Tremor Essencial é um distúrbio neurológico do movimento 1, com alto componente genético.

“Na doença de Parkinson, além do tremor, os pacientes podem apresentar sintomas como rigidez muscular, bradicinesia [movimentos lentos], instabilidade postural e outros sintomas como diminuição do olfato, distúrbios do sono e piora cognitiva [demência]”, explica Felipe Mendes, neurocirurgião, membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e médico pioneiro na técnica cirúrgica de aneurisma com paciente acordado em Minas Gerais.

Já o Tremor Essencial é caracterizado por tremores rítmicos, involuntários e oscilatórios, que geralmente afetam as mãos, mas podem ocorrer em outras partes do corpo. O especialista resume: “Ao contrário do Parkinson, os pacientes com Tremor Essencial não apresentam outros sintomas motores significativos.”

Saiba mais sobre a diferenças entre os tremores

Doença de Parkinson Tremor essencial Doença de Parkinson Tremor essencial

A progressão da doença é muito variável e desigual entre os pacientes.

O início dos tremores é desencadeado por atividades específicas, como segurar objetos ou realizar movimentos finos e pode começar em qualquer idade, sendo mais comum em adultos mais velhos.

Frequentemente chamado de "tremor de repouso", surge quando a pessoa não está fazendo atividades e diminui durante o movimento.

Os tremores podem piorar em situações em que as pessoas se sintam mais nervosas e ansiosas e, curiosamente, podem diminuir durante o consumo de bebidas alcoólicas.

 

E o tratamento, pode ser igual?

Em partes sim. Mendes descreve que, no Parkinson, o tratamento inicialmente envolve medicamentos para aumentar os níveis de dopamina, além de reabilitação com fisioterapia e terapia ocupacional. Em casos selecionados, a Estimulação Cerebral Profunda, também conhecida como DBS (sigla em inglês para Deep Brain Stimulation) também é indicada.

O Tremor Essencial, por sua vez, é inicialmente tratado com medicamentos como os beta-bloqueadores, além de terapias ocupacionais e comportamentais. “Porém, quando não há melhora ou os sintomas são incapacitantes, a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) também surge como uma boa opção de tratamento”, finaliza.

Quer saber mais sobre a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) e como ela pode transformar a qualidade de vida de pacientes? Clique aqui e confira todos os detalhes!

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde

ATENÇÃO III: Somente para fins informativos. O conteúdo deste artigo/publicação é de responsabilidade exclusiva de seu autor/editor e não representa a opinião da BSC.

NMD = 1898906 – AA – Saber da Saúde

Tremor essencial: saiba como reconhecê-lo e quais são os fatores de agravamento da doença

Sistema Nervoso

Tremor Essencial: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

Devido às suas características, a condição ainda é confundida com a Doença de Parkinson, mas tem sintomas específicos

O tremor essencial é um distúrbio neurológico do movimento que geralmente afeta as mãos, mas também pode atingir a cabeça, voz e as pernas, sendo muitas vezes confundido com a Doença de Parkinson. É considerado o distúrbio de movimento mais comum e ocorre em cerca de 0,5 a 6% da população, dependendo do estudo e da etnia. Ainda que sua ocorrência possa aumentar de acordo com a idade dos pacientes, a doença pode ocorrer independentemente da faixa etária.

Segundo o neurocirurgião Dr. Erich Fonoff, a doença também pode ser confundida com o tremor fisiológico, geralmente desencadeado por situações que são estressantes ao organismo e estão relacionadas ao aumento da liberação de adrenalina pelo corpo. “O tremor essencial é lentamente progressivo e é considerado neurodegenerativo, porque não tem cura. Em geral, tem caráter familiar, mas se trata de uma condição multifatorial”.

O especialista explica que a condição é caracterizada por um tremor fino, rápido e que aparece principalmente durante o movimento, enquanto no Parkinson, por exemplo, o tremor é mais significativo durante o repouso. “O Parkinson é mais incomum que o tremor essencial, atingindo 0,5% a 1% da população.”

Veja também: Será que é Parkinson: Conheça os primeiros sintomas

O diagnóstico do tremor essencial é feito a partir da queixa do paciente, análise dos sintomas e exame clínico. Outros exames complementares também podem ajudar a diferenciar o tremor essencial de outros tipos de tremores. “Nesse caso, é feita uma eletroneuromiografia, exame neurofisiológico utilizado no diagnóstico de lesões no sistema nervoso periférico, que é capaz de medir a frequência do tremor e os músculos envolvidos. O paciente que tem tremor essencial não apresenta alterações na ressonância magnética. Não porque não acontecem alterações no cérebro, mas porque são discretas e não aparecem nesse exame de imagem”, explica o neurocirurgião.

Fatores de agravamento do tremor essencial e tratamento

Fonoff explica que alguns hábitos ou comportamentos podem agravar os sintomas do tremor essencial:

  1. Emoções: se o paciente ficar nervoso ou emocionado (positiva ou negativamente), os tremores podem ser intensificados;
  2. Ingestão de cafeína: por ser um estimulante, a cafeína também pode piorar os tremores;
  3. Medicação para asma: já que alguns desses medicamentos podem acelerar a frequência cardíaca;
  4. Exercício físico: neste caso, o neurocirurgião destaca que o exercício intensifica os tremores durante a prática, mas é fundamental para a qualidade de vida do paciente.

Ainda segundo o neurocirurgião, o tratamento do tremor essencial consiste em três modalidades: prática de exercícios físicos, medicamentos e cirurgia para os casos em que o paciente apresenta um tremor que afeta as atividades do dia a dia. “Nesse caso, é feito o implante de eletrodos para a Estimulação Cerebral Profunda (DBS). Depois disso, o paciente consegue ter uma vida normal, com o tremor 90% mais controlado”, finaliza.

Veja também: Além dos tremores, eu tinha câimbras horríveis, não gosto nem de lembrar

ATENÇÃO: A lei restringe a venda desses dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. Indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na rotulagem do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins de INFORMAÇÃO e podem não ser aprovados ou vendidos em determinados países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

(Declaração de direitos autorais necessária apenas se não estiver de outra forma no material) Este material é apenas para fins informativos e não se destina a diagnóstico médico. Este conteúdo não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos neste conteúdo. A Boston Scientific recomenda enfaticamente que você consulte seu médico sobre todos os assuntos relacionados à sua saúde.

NM-1502608-AA

Quais são os tratamentos disponíveis para o tremor essencial?

O principal objetivo do tratamento do tremor essencial é melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente. E vale lembrar que essa condição não tem cura. Como a doença tende a piorar com a passar do tempo, é fundamental considerar as necessidades do paciente: muitos perdem a autonomia para desempenhar atividades da rotina, como se servir ou se vestir sozinhos, têm dificuldade para escrever e digitar ou sentem os impactos na carreira profissional, já que, além dos membros superiores, a voz e a cabeça ficam trêmulas.

O tratamento mais usual é o medicamentoso. Drogas como o propranolol, primidona, gabapentina, benzodiazepínicos e topiramato são indicadas para reduzir os sintomas do tremor essencial.

O tratamento com toxina botulínica (Botox) é recomendado para o tremor na cabeça: a substância é inserida nos músculos mais ativos com o auxílio do ultrassom, paralisando-os. Como as aplicações são temporárias, normalmente, é necessário ajustar a dose da substância até se conseguir o resultado desejado.

Quando a cirurgia para o Tremor Essencial é indicada?

O aprimoramento das tecnologias tem permitido procedimentos cada vez mais seguros, sem efeitos colaterais, e com controle dos sintomas mesmo nos casos mais graves e comprometidos.

Embora ainda não seja uma opção adotada em larga escala, o tratamento cirúrgico beneficia a maioria dos pacientes. Os portadores de tremor essencial e suas equipes médicas avaliam o impacto que a doença tem em sua rotina e a eficácia do tratamento medicamentoso antes de optar pela operação.

Ainda não se sabe ao certo o que provoca o tremor essencial. As pesquisas mais recentes apontam para várias hipóteses, como: atividades anormais nos circuitos do cérebro, alteração nas redes de neurônios, neurodegeneração e disfunção dos neurotransmissores gabaérgicos, responsáveis pela calma e relaxamento, principalmente no cerebelo e no tronco cerebral. Os neurologistas sabem que é uma doença que compromete a atividade elétrica nos circuitos motores, incluindo o córtex cerebral e o tálamo, regiões que participam do controle dos músculos. Daí a presença do tremor durante o movimento. Muitos casos também têm origem no histórico familiar, entretanto, não se pode afirmar que há uma causa genética ou um fator de risco genético associado ao tremor essencial.

O tremor essencial exige um diagnóstico cuidadoso, já que é uma doença progressiva e heterogênea e não existem exames laboratoriais ou testes específicos para identificá-la. É necessário fazer uma investigação minuciosa: os especialistas devem considerar a idade, o gênero e o histórico familiar do paciente; se ele é portador de outras doenças ou faz uso de medicamentos que causam tremores; além de realizar testes neurológicos. Fazer um levantamento detalhado dos sintomas também é fundamental: há quanto tempo eles surgiram, em quais situações o tremor aparece (em repouso ou em movimento), se ocorre piora em momentos de estresse e ansiedade, quais partes tremem e com qual frequência e se há rigidez muscular.

Alguns pesquisadores apontam que, para se concluir um diagnóstico de tremor essencial, é necessário conferir alguns critérios:

  • se há tremor em outros locais, como cabeça e voz, porém, considerando que não é comum acometer exclusivamente cabeça e voz;
  • se há piora em situação de estresse;
  • Com essas informações detalhadas, os especialistas podem descartar a hipótese de outros transtornos, como mal de Parkinson, distonia e esclerose múltipla, e classificar a condição clínica como tremor essencial.

Há dois tipos de tremor essencial, com características fisiopatológicas diferentes: o de início precoce e o de início tardio.

O tremor essencial de início precoce aparece por volta dos 20 anos, costuma piorar nos primeiros períodos, alcança estabilidade e volta a se agravar com o envelhecimento. Ele é mais comum entre os homens, o paciente costuma ter histórico familiar e seus sintomas prevalecem nos membros superiores (raramente, esses pacientes vão apresentar sintomas em outras partes do corpo).

Já o tremor essencial de início tardio dá seus primeiros sinais após os 60 anos de idade e surge principalmente em mulheres. Muitas vezes, não é possível identificar um histórico familiar de tremor e ocorre um comprometimento da voz e da cabeça com maior frequência.

Nos dois tipos, os sintomas tendem a piorar com o avançar da idade e ainda podem aparecer outros comprometimentos, como alterações auditivas (perda da audição), cognitivas (um leve comprometimento por causa do envolvimento do cerebelo, responsável pela coordenação e equilíbrio) e psíquicas (transtorno de humor e ansiedade).

Como o tremor essencial é constantemente confundido com o mal de Parkinson, é importante estar atento. No tremor essencial:

  • os movimentos são mais lentos.
  • não há rigidez muscular.
  • não há um tremor de repouso isolado.
  • é relativamente constante.
  • o tremor concentra-se no punho.

O principal objetivo do tratamento do tremor essencial é melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente. E vale lembrar que essa condição não tem cura. Como a doença tende a piorar com a passar do tempo, é fundamental considerar as necessidades do paciente: muitos perdem a autonomia para desempenhar atividades da rotina, como se servir ou se vestir sozinhos, têm dificuldade para escrever e digitar ou sentem os impactos na carreira profissional, já que, além dos membros superiores, a voz e a cabeça ficam trêmulas.

O tratamento mais usual é o medicamentoso. Drogas como o propranolol, primidona, gabapentina, benzodiazepínicos e topiramato são indicadas para reduzir os sintomas do tremor essencial.

O tratamento com toxina botulínica (Botox) é recomendado para o tremor na cabeça: a substância é inserida nos músculos mais ativos com o auxílio do ultrassom, paralisando-os. Como as aplicações são temporárias, normalmente, é necessário ajustar a dose da substância até se conseguir o resultado desejado.

O aprimoramento das tecnologias tem permitido procedimentos cada vez mais seguros, sem efeitos colaterais, e com controle dos sintomas mesmo nos casos mais graves e comprometidos.

Embora ainda não seja uma opção adotada em larga escala, o tratamento cirúrgico beneficia a maioria dos pacientes. Os portadores de tremor essencial e suas equipes médicas avaliam o impacto que a doença tem em sua rotina e a eficácia do tratamento medicamentoso antes de optar pela operação.

A estimulação cerebral profunda (DBS) é indicada para quem, apesar do uso de medicamentos, tem as atividades cotidianas afetadas pelos tremores. Nessa cirurgia, eletrodos cerebrais, conectados a um marcapasso colocado abaixo da clavícula, são implantados na região do tálamo com o objetivo de, quando estimulados, cessarem os tremores. Estudos recentes comprovam a eficácia desse tratamento: quando os eletrodos estão bem localizados, há uma estabilidade no quadro de tremores por mais de 10 anos 3

A talamotomia é outra cirurgia indicada para o tremor essencial, mas, diferentemente da DBS, costuma ser recomendada para pacientes mais velhos, para os quais a eletroestimulação cerebral é contraindicada. Nesse procedimento, guiado por ressonância magnética, é feita uma lesão na região do tálamo a fim de que os tremores diminuam consideravelmente e haja ganho de qualidade de vida.

A estimulação cerebral profunda (DBS) é indicada para quem, apesar do uso de medicamentos, tem as atividades cotidianas afetadas pelos tremores. Nessa cirurgia, eletrodos cerebrais, conectados a um marcapasso colocado abaixo da clavícula, são implantados na região do tálamo com o objetivo de, quando estimulados, cessarem os tremores. Estudos recentes comprovam a eficácia desse tratamento: quando os eletrodos estão bem localizados, há uma estabilidade no quadro de tremores por mais de 10 anos 3 .

A talamotomia é outra cirurgia indicada para o tremor essencial, mas, diferentemente da DBS, costuma ser recomendada para pacientes mais velhos, para os quais a eletroestimulação cerebral é contraindicada. Nesse procedimento, guiado por ressonância magnética, é feita uma lesão na região do tálamo a fim de que os tremores diminuam consideravelmente e haja ganho de qualidade de vida.

Artigos Relacionados

Por que é tão difícil diagnosticar a distonia corretamente?

Sistema Nervoso

Por que diagnosticar a distonia é tão difícil?

A variedade de apresentações clínicas e a sobreposição de sintomas com outras condições neurológicas ainda são desafios na hora do diagnóstico

Existem muitos e diferentes tipos de distonia, mas, em comum a todas elas, está o fato de o diagnóstico ser sempre clínico1. Por essa razão, pode acontecer de ocorrer uma dificuldade na hora de comprovar o quadro. Há casos de distonias focais que costumam ser diagnosticadas já na primeira avaliação, sem necessidade de exames complementares mais complexos, enquanto outras formas da doença exigem um estudo mais aprofundado rumo a um diagnóstico preciso.

Além disso, alguns tipos de distonia podem ter início gradual e progredir ao longo do tempo, tornando a identificação precoce mais difícil. Felipe Mendes, neurocirurgião e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, explica que o processo de diagnóstico da distonia muitas vezes envolve a exclusão de outras condições neurológicas que podem apresentar sintomas semelhantes. “Para tal, é importante ouvir e compreender bem as queixas de cada paciente e realizar um exame físico neurológico completo dentro do consultório”, resume.

Ainda podem ser necessários exames de imagem, como a ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para descartar lesões cerebrais ou outras anormalidades. “A realização de testes genéticos e o monitoramento de sintomas para entender a evolução da doença também são ferramentas importantes, que contribuem para o diagnóstico e tratamento adequados”, complementa.

Isso porque a melhor forma de tratamento depende muito do tipo específico de distonia, como explica o neurocirurgião. “O plano de tratamento é personalizado e, muitas vezes, conta com uma equipe multidisciplinar composta por vários profissionais da saúde, como neurologistas, neurocirurgiões, neurofisiologistas e neuropsicólogos, sempre com o foco em restabelecer a qualidade de vida dos pacientes diagnosticados.”

No entanto, o mais importante é que o paciente chegue ao médico especialista, que neste caso é o neurologista especialista em distúrbios do movimento. “Esses profissionais têm o conhecimento necessário para diagnosticar a condição mais precocemente e propor as melhores formas de tratamento. Quando existe a necessidade de tratamento cirúrgico, o neurologista encaminha o paciente para a avaliação de um neurocirurgião”, finaliza Mendes.

Quer saber mais sobre a doença? Descubra os 5 mitos que ainda existem sobre a distonia.

Aproveite também para ver essa história de superação: De volta às quadras de tênis depois da Estimulação Cerebral Profunda

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde

ATENÇÃO III: Somente para fins informativos. O conteúdo deste artigo/publicação é de responsabilidade exclusiva de seu autor/editor e não representa a opinião da BSC.

NMD = 1898906 – AA – Saber da Saúde

Procedimentos médicos que podem afetar quem possui sistema de Estimulação da Medula Espinhal

Sistema Nervoso

Procedimentos médicos que afetam sistemas de estimulação medular

Determinados testes, terapias ou procedimentos podem ferir você, desligar a estimulação ou danificar permanentemente o seu estimulador. Aprenda sobre esses procedimentos abaixo e certifique-se de informar aos seus médicos que você possui um sistema de estimulação da medula espinhal antes de considerar algum desses procedimentos. 

Procedimentos que podem afetar o sistema de estimulação da medula espinhal

  • Diatermia:
    A diatermia emite uma corrente elétrica de alta frequência para estimular a geração de calor dentro do tecido corporal. A energia e o calor elevados podem ser transferidos por meio do seu sistema de estimulação, causando danos teciduais e, possivelmente, lesão grave ou mesmo morte.
  • Marcapassos cardíacos:
    O seu sistema de Estimulação da Medula Espinhal pode interferir com um marca-passo ou desfibrilador cardíaco implantável (ICD - implantable cardiac defibrillator)
  • Litotripsia:
    A litotripsia utiliza ondas de choque ou som de alta saída para tratar cálculos biliares e cálculos renais.
  • Eletrocautério:
    Este procedimento utiliza uma sonda elétrica aquecida para parar o sangramento durante a cirurgia.
  • Desfibrilação externa:
    Entrega um choque elétrico ao coração para restaurar uma frequência cardíaca normal. É geralmente utilizada em emergências médicas.
  • Terapia com radiação:
    A radiação é comumente utilizada para tratar câncer. Sua energia ionizante pode afetar o seu sistema de Estimulação da Medula Espinhal.
  • Varredura ultrassônica:
    Testes de varredura ultrassônica utilizam ondas de som de frequência muito alta para produzir imagens de órgãos ou tecidos internos.
  • Ultrassom de alta saída:
    Ondas de som de alta frequência podem ser utilizadas para fisioterapia para tratar determinadas lesões ósseas/musculares, para estimulação muscular ou para melhorar o fluxo sanguíneo.
  • Raio-X e Varreduras de tomografia computadorizada (TC):
    Esses testes podem danificar o estimulador se a estimulação estiver ligada. Mas é improvável que eles danifiquem o dispositivo se a estimulação estiver desligada.
  • Imagem de ressonância magnética (IRM):
    Este teste utiliza um campo eletromagnético forte para produzir imagens do corpo. Os sistemas de estimulação da medula espinhal diferem quando se trata de varreduras de IRM e segurança (vide abaixo).

Sistema de Estimulação da Medula Espinhal Permitindo IRMs da Cabeça

Sistema de Estimulação da Medula Espinhal Spectra WaveWriter™: Este sistema condicional de IRM permite que você realize varreduras de IRM da cabeça em condições especificadas se você cumprir com as exigências de elegibilidade. 

Sistemas de estimulação da medula espinhal permitindo irms de corpo inteiro

Sistema de Estimulação da Medula Espinhal de IRM Precision Montage™: Este sistema proporciona acesso a varreduras de IRM de corpo inteiro em condições específicas se você cumprir com as exigências de elegibilidade. 

Sistemas de estimulação da medula espinhal não seguros para irm

Sistema de Estimulação da Medula Espinhal Precision™ Plus e Sistema de Estimulação da Medula Espinhal Precision Novi™: Se você possuir algum desses sistemas, você não deve fazer uma IRM. Isso pode fazer com que peças do implante se desloquem, aquecer o neuroestimulador ou danificar o implante, causando uma sensação desconfortável ou de “solavanco”. 

Converse com seu médico

Antes de fazer qualquer teste, procedimento ou terapia médico, certifique-se de informar à sua equipe de saúde que você possui um sistema de estimulação da medula espinhal.

Agora que você se informou sobre Procedimentos médicos que podem afetar quem possui sistema de Estimulação da Medula Espinhal, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Sistema Nervosopara ver sobre Precauções de Segurança para quem possui Sistema de Estimulação da Medula Espinhal.

E, se quiser saber mais sobre dor crônica e os possíveis tratamentos, acesse nossa página Existe Vida Sem Dor.

Saiba mais sobre o Saber da Saúde

Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.

A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.

Doença de Parkinson e Tremor Essencial: reconheça as diferenças

Sistema Nervoso

Parkinson x Tremor Essencial: saiba as diferenças

Os sintomas, algumas vezes parecidos, fazem com que muitos confundam essas duas doenças. E, mesmo desconhecido, o Tremor Essencial supera os casos de Parkinson

Embora possam apresentar sintomas semelhantes, como os tremores, é preciso deixar claro que a doença de Parkinson e o Tremor Essencial são condições neurológicas bastante diferentes. Enquanto a doença de Parkinson é causada pela degeneração progressiva das células nervosas produtoras de dopamina na substância negra do cérebro, o Tremor Essencial é um distúrbio neurológico do movimento 1, com alto componente genético.

“Na doença de Parkinson, além do tremor, os pacientes podem apresentar sintomas como rigidez muscular, bradicinesia [movimentos lentos], instabilidade postural e outros sintomas como diminuição do olfato, distúrbios do sono e piora cognitiva [demência]”, explica Felipe Mendes, neurocirurgião, membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e médico pioneiro na técnica cirúrgica de aneurisma com paciente acordado em Minas Gerais.

Já o Tremor Essencial é caracterizado por tremores rítmicos, involuntários e oscilatórios, que geralmente afetam as mãos, mas podem ocorrer em outras partes do corpo. O especialista resume: “Ao contrário do Parkinson, os pacientes com Tremor Essencial não apresentam outros sintomas motores significativos.”

Saiba mais sobre a diferenças entre os tremores

Doença de Parkinson Tremor essencial Doença de Parkinson Tremor essencial

A progressão da doença é muito variável e desigual entre os pacientes.

O início dos tremores é desencadeado por atividades específicas, como segurar objetos ou realizar movimentos finos e pode começar em qualquer idade, sendo mais comum em adultos mais velhos.

Frequentemente chamado de "tremor de repouso", surge quando a pessoa não está fazendo atividades e diminui durante o movimento.

Os tremores podem piorar em situações em que as pessoas se sintam mais nervosas e ansiosas e, curiosamente, podem diminuir durante o consumo de bebidas alcoólicas.

 

E o tratamento, pode ser igual?

Em partes sim. Mendes descreve que, no Parkinson, o tratamento inicialmente envolve medicamentos para aumentar os níveis de dopamina, além de reabilitação com fisioterapia e terapia ocupacional. Em casos selecionados, a Estimulação Cerebral Profunda, também conhecida como DBS (sigla em inglês para Deep Brain Stimulation) também é indicada.

O Tremor Essencial, por sua vez, é inicialmente tratado com medicamentos como os beta-bloqueadores, além de terapias ocupacionais e comportamentais. “Porém, quando não há melhora ou os sintomas são incapacitantes, a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) também surge como uma boa opção de tratamento”, finaliza.

Quer saber mais sobre a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) e como ela pode transformar a qualidade de vida de pacientes? Clique aqui e confira todos os detalhes!

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde

ATENÇÃO III: Somente para fins informativos. O conteúdo deste artigo/publicação é de responsabilidade exclusiva de seu autor/editor e não representa a opinião da BSC.

NMD = 1898906 – AA – Saber da Saúde

Tremor essencial: saiba como reconhecê-lo e quais são os fatores de agravamento da doença

Sistema Nervoso

Tremor Essencial: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

Devido às suas características, a condição ainda é confundida com a Doença de Parkinson, mas tem sintomas específicos

O tremor essencial é um distúrbio neurológico do movimento que geralmente afeta as mãos, mas também pode atingir a cabeça, voz e as pernas, sendo muitas vezes confundido com a Doença de Parkinson. É considerado o distúrbio de movimento mais comum e ocorre em cerca de 0,5 a 6% da população, dependendo do estudo e da etnia. Ainda que sua ocorrência possa aumentar de acordo com a idade dos pacientes, a doença pode ocorrer independentemente da faixa etária.

Segundo o neurocirurgião Dr. Erich Fonoff, a doença também pode ser confundida com o tremor fisiológico, geralmente desencadeado por situações que são estressantes ao organismo e estão relacionadas ao aumento da liberação de adrenalina pelo corpo. “O tremor essencial é lentamente progressivo e é considerado neurodegenerativo, porque não tem cura. Em geral, tem caráter familiar, mas se trata de uma condição multifatorial”.

O especialista explica que a condição é caracterizada por um tremor fino, rápido e que aparece principalmente durante o movimento, enquanto no Parkinson, por exemplo, o tremor é mais significativo durante o repouso. “O Parkinson é mais incomum que o tremor essencial, atingindo 0,5% a 1% da população.”

Veja também: Será que é Parkinson: Conheça os primeiros sintomas

O diagnóstico do tremor essencial é feito a partir da queixa do paciente, análise dos sintomas e exame clínico. Outros exames complementares também podem ajudar a diferenciar o tremor essencial de outros tipos de tremores. “Nesse caso, é feita uma eletroneuromiografia, exame neurofisiológico utilizado no diagnóstico de lesões no sistema nervoso periférico, que é capaz de medir a frequência do tremor e os músculos envolvidos. O paciente que tem tremor essencial não apresenta alterações na ressonância magnética. Não porque não acontecem alterações no cérebro, mas porque são discretas e não aparecem nesse exame de imagem”, explica o neurocirurgião.

Fatores de agravamento do tremor essencial e tratamento

Fonoff explica que alguns hábitos ou comportamentos podem agravar os sintomas do tremor essencial:

  1. Emoções: se o paciente ficar nervoso ou emocionado (positiva ou negativamente), os tremores podem ser intensificados;
  2. Ingestão de cafeína: por ser um estimulante, a cafeína também pode piorar os tremores;
  3. Medicação para asma: já que alguns desses medicamentos podem acelerar a frequência cardíaca;
  4. Exercício físico: neste caso, o neurocirurgião destaca que o exercício intensifica os tremores durante a prática, mas é fundamental para a qualidade de vida do paciente.

Ainda segundo o neurocirurgião, o tratamento do tremor essencial consiste em três modalidades: prática de exercícios físicos, medicamentos e cirurgia para os casos em que o paciente apresenta um tremor que afeta as atividades do dia a dia. “Nesse caso, é feito o implante de eletrodos para a Estimulação Cerebral Profunda (DBS). Depois disso, o paciente consegue ter uma vida normal, com o tremor 90% mais controlado”, finaliza.

Veja também: Além dos tremores, eu tinha câimbras horríveis, não gosto nem de lembrar

ATENÇÃO: A lei restringe a venda desses dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. Indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na rotulagem do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins de INFORMAÇÃO e podem não ser aprovados ou vendidos em determinados países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

(Declaração de direitos autorais necessária apenas se não estiver de outra forma no material) Este material é apenas para fins informativos e não se destina a diagnóstico médico. Este conteúdo não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos neste conteúdo. A Boston Scientific recomenda enfaticamente que você consulte seu médico sobre todos os assuntos relacionados à sua saúde.

NM-1502608-AA

Cadastre-se e receba mais informações

*Campos obrigatórios