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Arritmia Atrial

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Se você ou alguém que você conhece foi diagnosticado com arritmia atrial ou está procurando informações sobre a doença, aqui está uma visão geral desta condição, incluindo diagnósticos e tratamentos disponíveis.

O que é Arritmia Atrial?

O coração mantém um ritmo constante e sincronizado, promovido pelo sistema elétrico que possuímos no átrio direito. Percebemos mudanças nos intervalos entre as batidas quando realizamos esforços físicos (aceleração) ou quando estamos em repouso (batimentos cardíacos mais lentos).

Quando esse padrão foge do normal, temos uma arritmia cardíaca, com batimentos irregulares, instáveis e desordenados. Nas taquicardias, o coração bate rápido demais, enquanto nas bradicardias, os batimentos ficam muito lentos.

Em alguns casos, as arritmias são benignas e não colocam o paciente em risco. Porém, é preciso ficar atento, porque elas também podem ser assintomáticas e acarretar problemas sérios de saúde, como a morte súbita.

Quais são os quatro tipos de arritmia atrial e seus sintomas?

O ritmo de um coração normal é de 50 a 90 bpm (batimentos por minuto), portanto, um coração lento (bradicardia ou bradiarritmia), bate abaixo de 50 bpm e um coração acelerado bate acima de 100 bpm em repouso (taquicardia ou taquiarritmia).

Pessoas de qualquer idade e sem condição cardíaca prévia estão sujeitas a desenvolver uma arritmia. Entretanto, as arritmias são mais comuns em pessoas com mais de 65 anos que sofreram algum dano no coração após um ataque cardíaco, cirurgia cardíaca ou outras condições.

A taquicardia supraventricular (TSV) é um termo geral para qualquer ritmo cardíaco rápido vindo de um local acima dos ventrículos. As taquicardias supraventriculares incluem: fibrilação atrial https://saberdasaude.com.br/especialidade/coracao/fibrilacao-atrial flutter atrial, taquicardia atrioventricular por reentrada nodal (TRN) e Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW).

Fibrilação atrial: neste tipo de arritmia, os batimentos dos átrios do coração se tornam rápidos e irregulares. A condição é mais prevalente entre os 75 e 80 anos de idade, atinge 2,5% da população mundial e é a segunda maior causa de mortes no mundo. Pessoas com fibrilação atrial têm risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC). Na maior parte dos casos, o paciente não apresenta sintomas. Porém, quando são sintomáticos, podem sentir palpitação, pulso irregular, desconforto no tórax, fraqueza, falta de ar e tontura, principalmente quando o coração bate acima de 140 bpm.

Flutter atrial ou flutter auricular: é o segundo tipo de arritmia atrial mais comum, atrás da fibrilação atrial e pode ser identificado pelo seu padrão típico no eletrocardiograma. Apesar do ritmo aumentado, o padrão de batimentos é mais regular do que na fibrilação atrial. O ecocardiograma de pessoas com flutter atrial apresenta um padrão irregular. Os sintomas incluem palpitações, fraqueza, tontura, cansaço, falta de ar, dor no peito e desmaios nos casos mais graves, porém, muitos pacientes são assintomáticos. Em casos extremos, podem levar a um AVC.

Taquicardia Atrioventricular por reentrada nodal (TRN): nesta condição, o impulso elétrico reentra na área do nó atrioventricular (NAV). As pessoas têm episódios súbitos de palpitação com início e término repentinos, além de, em alguns casos, sentir desconforto no tórax e falta de ar (dispneia). Em casos mais extremos e raros, podem ocorrer desmaios. Como os sintomas não são muito específicos e as crises são espaçadas e de curta duração, pode ser confundida com uma crise de ansiedade. É duas vezes mais frequente em mulheres do que em homens, porém, é geralmente benigna.

Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW): Esta síndrome surge ainda durante a formação do feto (condição congênita) e é caracterizada por uma conexão elétrica adicional entre os átrios e os ventrículos, o que causa uma aceleração extrema dos batimentos cardíacos. Geralmente, surgem no período dos 20 aos 30 anos, mas também há casos que ocorreram no primeiro ano de vida ou após os 60 anos. Os sintomas incluem: palpitações, sensação de que o coração está batendo muito rápido, dor no peito, cansaço, fraqueza, falta de ar, dificuldades respiratórias, desmaios e dificuldade de fazer exercícios físicos.

Se sentir algum destes sintomas, entre em contato com o seu médico assim que possível.

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Qual é a relação entre obesidade e disfunção erétil?

Obesidade

Obesidade e disfunção erétil: impacto metabólico e vascular

Co-morbidades associadas ao ganho excessivo de peso podem ter impacto negativo na capacidade de obter e manter a ereção

 

A obesidade está diretamente associada ao risco de disfunção erétil.1 Estudos apontam que o risco de disfunção erétil aumenta 7,6% por kg/m2 acima do índice de massa corporal considerado normal para homens (entre 18,5 e 24,9).2

“A obesidade é um problema de saúde global e é consequência de diversos fatores. As causas podem ser endógenas, como uma predisposição genética, ter origem em hábitos alimentares e de vida, ou decorrer de questões psicológicas, que levam ao aumento da ingesta de alimentos. Pode levar, também, à disfunção erétil, seja pelo impacto psicológico, metabólico ou circulatório da doença", explica o urologista Bruno Benigno.

Um estudo com candidatos a cirurgia bariátrica apontou que 12% dos homens relataram ausência de desejo sexual, 25% declararam não ter relações sexuais, 54% estavam insatisfeitos com sua vida sexual e 44% consideraram que sua saúde física limitou a atividade sexual de alguma forma.3

“Os motivos para a disfunção erétil em pacientes obesos são heterogêneos. O urologista precisará identificar qual é o fator que está desencadeando essa condição. Por exemplo, se é um quadro de resistência à insulina, uma questão de auto-estima, sono de má qualidade, hipogonadismo hipogonadotrófico (falta de hormônios que estimulam os testículos ou ovários) ou aterosclerose, que leva ao acúmulo de placas nas artérias do pênis", enumera o urologista. 

Um estudo para avaliar a função sexual de homens e mulheres com obesidade severa antes da cirurgia bariátrica constatou que aproximadamente metade das mulheres e homens entrevistados estavam insatisfeitos com suas vidas sexuais. Entre eles, ser mais velho, ter sintomas depressivos e utilizar antidepressivos foram fatores associado com função sexual piorada em ambos os sexos.3

Por outro lado, indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica reportam melhorias significativas de qualidade de vida, imagem corporal e comportamento sexual, entre outras áreas de funcionamento psicossocial, muitas vezes até mesmo antes de alcançarem a perda máxima de peso.4

Um estudo realizado com 7689 pacientes na França mostrou que 66% dos pacientes com hipertensão e ou diabetes reportaram disfunção erétil.5 Em pacientes com obesidade grave que ainda não passaram pela cirurgia bariátrica, idade avançada, gravidade dos sintomas depressivos e uso de medicamentos antidepressivos estão associados a uma pior função sexual.3  “Além disso, a disfunção erétil antecede de seis a sete anos o diagnóstico de doença cardiovascular. Por isso, é um marcador para o risco de infarto. O paciente obeso procura o urologista pela disfunção erétil, mas essa é só a ponta do iceberg. Ele precisa ser observado com uma atenção maior", pondera.

Melhora no peso, melhora na satisfação sexual

O tratamento da disfunção erétil associada à obesidade conta com abordagens múltiplas e graduais. “O primeiro passo é a mudança do estilo de vida e melhora do sono. Até 60% dos pacientes obesos se queixam da qualidade do sono. Depois, é preciso controlar as outras co-morbidades, como reduzir os níveis de açúcar no sangue, por exemplo. Aí passamos para drogas orais para favorecer a vasodilatação e outros tratamentos, como a terapia de onda de choque de baixa intensidade, a aplicação de drogas dentro do pênis, como Trimix e Alprostadil, fisioterapia e uso de bomba a vácuo. Em último caso, a solução é a prótese peniana”, enumera.

Quando se analisam o metabolismo e os aspectos fisiológicos, a redução do IMC pode trazer benefícios para a produção de testosterona, já que o efeito da massa gorda pode diminuir os níveis de testosterona.6

“É muito frequente que o paciente com obesidade que já procurou apoio psicológico, se engajou nas atividades físicas e mudou a dieta melhore dos sintomas da disfunção erétil de forma impressionante. Eu diria que de 50% a 60% dos meus pacientes relatam melhora na funcionalidade", conclui Benigno.

ATENÇÃO I: Este material é apenas para fins informativos e não se destina ao diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou legal, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação sobre os benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todas as questões relacionadas à sua saúde.

ATENÇÃO II: Este material destina-se a descrever sintomas clínicos comuns e etapas processuais para o uso de tecnologias referenciadas, mas pode não ser apropriado para cada paciente ou caso. As decisões em torno do cuidado ao paciente dependem do julgamento profissional do médico em consideração de todas as informações disponíveis para o caso individual. A Boston Scientific (BSC) não promove ou incentiva o uso de seus dispositivos fora sua rotulagem aprovada. Estudos de caso não são necessariamente representativos dos resultados clínicos em todos os casos, pois os resultados individuais podem variar.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos de resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

ATENÇÃO IV: A lei restringe a venda desses dispositivos apenas a médicos ou mediante prescrição médica. Indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na rotulagem do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e podem não estar aprovados ou à venda em certos países. Este material não é destinado ao uso na França.

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ENDO -  2209406 - AA

Por que o pé diabético não cicatriza?

Sistema Circulatório

Por que o pé diabético não cicatriza?

A conta é simples: uma úlcera ou infecção ativa somada à glicemia elevada é igual à dificuldade de cicatrização. Por isso, o controle da doença é fundamental

 

O processo de cicatrização requer um bom controle metabólico. É justamente por isso que, dentre as patologias que mais interferem na recuperação de feridas, apareça o diabetes1.

“Quando o diabetes está descompensado e a glicemia, elevada no sangue, as células de defesa chamadas macrófagos diminuem de circulação. Dessa forma, o organismo perde a capacidade de eliminar células ou agentes invasores estranhos. É por isso que as úlceras nos pés desse paciente estão sempre infectadas”, explica Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Outro ponto é que o diabetes descompensado pode estreitar os vasos sanguíneos, diminuindo a circulação sanguínea nos pés e, também, prejudicando o processo de cicatrização, lembra Roseanne. “Isso não significa que pacientes com diabetes não controlado não cicatrizem suas feridas. Mas que esse processo será muito mais lento do que em pessoas com a doença controlada.”

Veja também:

Pé diabético dá para prevenir
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Balão farmacológico: o dispositivo que viabiliza a circulação sanguínea em pacientes com pé diabético

Fique atento aos sintomas de pé diabético

Por isso, é importantíssimo estar atento a alguns sinais que podem indicar uma demora na cicatrização e sempre pedir para que o médico examine seus pés durante a consulta:

  • Avalie se os pés estão com um cheiro ruim forte
  • Note também a existência, ou não, de secreções amarelas ou verdes
  • Veja se ao redor da ferida no pé há uma área avermelhada
  • Verifique se está com febre acima dos 37,5 ºC

Em qualquer um desses casos, o melhor a fazer é buscar ajuda médica o quanto antes. “O paciente com pé diabético que notar uma infecção deve ir imediatamente ao pronto-socorro para ser avaliado e, em muitos casos, tomar antibióticos. Aqueles que optam por aguardar, podem ter que enfrentar uma amputação no futuro”, resume Roseanne.

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

PI - 1817003 – AA – Saber da Saúde

Reganho de peso: de que forma é possivel evitar?

Obesidade

Reganho de peso: de que forma é possivel evitar?

Falta de aderência ao tratamento e questões de saúde mental estão entre as causas que comprometem a manutenção do peso adequado. Além de recuperar os quilos perdidos, em muitos casos, o paciente engorda ainda mais

Quem já driblou o excesso de peso sabe o quanto é difícil manter os ponteiros da balança em dia. Isso ocorre porque a obesidade é uma doença crônica, que exige um tratamento continuado.

“Há diversas maneiras de se tratar a obesidade e, para escolher a melhor para cada paciente, é preciso considerar o grau de desenvolvimento da doença e seu histórico. Seja orientação nutricional, utilização de medicamentos, abordagens psicológicas ou cirurgia bariátrica, o fator determinante do sucesso do tratamento é a mudança significativa de hábitos, o que exige participação ativa do paciente”, comenta o psiquiatra José Carlos Appolinário, coordenador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (Gota), que faz parte do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), do Rio de Janeiro.

Como a obesidade tem várias causas, o tratamento também deve atuar em diversas frentes e, por isso, exige uma atenção multiprofissional. “O papel do especialista responsável pelo paciente obeso ou mesmo o de uma equipe

profissional multidisciplinar é fundamental para detectar os fatores que possam interferir de forma negativa nos resultados pretendidos. Muitas vezes, os pacientes respondem bem ao tratamento da obesidade, mas depois de algum tempo, voltam a engordar”, explica o especialista, lembrando que vários fatores podem levar ao reganho de peso.

A falta de adesão ao tratamento é um deles. Muitas vezes, o paciente faz o acompanhamento especializado durante um período inicial, perde peso e logo interrompe o tratamento. “Quando isso acontece, por exemplo, é muito comum a pessoa não só recuperar os quilos que tinha perdido, mas engordar mais”, fala o médico. “Fatores emocionais e comportamentais, como a presença de episódios de compulsão alimentar ou sintomas depressivos e ansiosos também podem estar relacionados ao reganho de peso.”

Segundo o endoscopista bariátrico Eduardo Grecco, do Instituto EndoVitta, em São Paulo, o reganho de peso pode acontecer também depois de o paciente finalizar o tratamento da obesidade.

“Isso acontece porque fazer a manutenção do peso é um grande desafio. Esse paciente sempre foi obeso e, para ele voltar ao antigo patamar de sobrepeso, é muito fácil. Aos poucos, ele deixa o cuidado com a alimentação e até mesmo a prática de exercícios de lado. Para manter o peso adequado, é fundamental criar rotinas: comer nos horários certos, preferir alimentos saudáveis, não deixar de praticar atividades físicas”, comenta. O médico destaca que é importante o paciente perceber que, com essas atitudes, estará levando uma vida mais saudável e com resultados duradouros.

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O metabolismo na obesidade
Alimentação saudável e metabolismo ativo, uma dupla imbatível para driblar a obesidade

Hábitos saudáveis a longo prazo

A melhor forma de evitar reganhos de peso é buscar resultados a longo prazo. Isso significa manter o tratamento da obesidade e dos fatores associados mesmo após uma perda de peso, que, a princípio, contempla o objetivo que se queria atingir. Para isso, vale a pena colocar algumas estratégias em prática, como detalha o médico José Carlos Appolinário:

Reeducação alimentar

As dietas restritivas são inimigas do peso saudável. Aqui, o que importa é a reeducação alimentar. Aprenda a escolher alimentos saudáveis e a fazer refeições equilibradas a longo prazo, incorporando opções nutritivas. Dessa forma, uma quebra ocasional das regras não irá causar grande impacto no tratamento.

Veja também: Quando os medicamentos são importantes para tratar a obesidade

Acompanhamento psicológico

Durante qualquer processo de perda de peso, é essencial o acompanhamento psicológico. Esse apoio ajuda a lidar com questões emocionais que estejam disparando um quadro de ansiedade ou um ataque à geladeira. O objetivo é desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis e promover a motivação contínua.

Exercício regular

Não é novidade que a atividade física desempenha um papel fundamental na manutenção do peso. Quanto mais nos movimentamos, mais gastamos calorias e evitamos o acúmulo de gordura corporal. A proposta é praticar um exercício que seja prazeroso, que possa ser incorporado no dia a dia de modo sustentável.

Suporte social

O apoio de amigos, familiares ou grupos de apoio especializados pode ser um grande diferencial na luta contra os quilos a mais. Compartilhar desafios e sucessos com outras pessoas que passam pela mesma jornada é estimulante e encorajador.

Mudança de mentalidade

Perder peso está no foco, mas concentrar-se em melhorar a saúde e o bem-estar de um modo geral é uma maneira de reduzir a pressão quanto aos resultados. Uma abordagem mais duradoura, com a perda gradativa de quilos, pode ser mais bem-sucedida do que um emagrecimento imediato.

Serviço

Se você procura tratamento para a obesidade, transtornos alimentares ou quer mais informações para melhorar seus hábitos de vida, consulte:

Ambulim

Centro de Tratamento de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq - USP)

https://gota.org.br/

(11) 2661-6975

ambulim.ipq@hc.fm.usp.br

GOTA

Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares, parte do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), do Rio de Janeiro.

https://gota.org.br/

(21) 3938-0500 Ramal 238

https://gota.org.br/#contato

Disque Saúde

Ligue para 136 e peça informações sobre os serviços de apoio aos transtornos alimentares na sua região

Guia Alimentar para a População Brasileira

Clique aqui e acesse o documento com dicas para perder peso de forma mais saudável

Quer saber mais sobre obesidade e emagrecimento saudável? Veja esse artigo: Medicamentos para obesidade: a nova geração tem efeitos colaterais mais leves e garante melhores resultados

 

Dê o primeiro passo para uma vida mais saudável! Explore nossas soluções e descubra como superar a obesidade com confiança e cuidado. Acesse agora o Leve a Vida Mais Leve.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFUBSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

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ENDO - 1726004 – AA – Saber da Saúde

Histórias

"Além dos tremores, eu tinha câimbras horríveis, não gosto nem de lembrar.”

Aos 42 anos, Daltro Santos começou a sentir os primeiros sintomas do tremor essencial, mas a cirurgia que retomou sua qualidade de vida só aconteceu mais de 15 anos depois.

Há 18 anos, Daltro Santos, então com 42 anos, levava uma vida tranquila e modesta à frente de seu comércio em São Francisco de Assis, no interior do Rio Grande do Sul. Foi quando, sem grandes explicações, começou a sentir os primeiros tremores e dificuldades na coordenação motora.

Ao buscar médicos e fazer exames em busca de respostas, só conseguia ter ainda mais dúvidas sobre a própria saúde, já que, apesar das idas e vindas, nenhum profissional conseguia fechar um diagnóstico. 

Foram mais de 15 anos de tremores que afetaram também a sua voz, além das dores e câimbras, até que os remédios prescritos para amenizar os sintomas, já não agiam como antes. “Não sei porque isso aconteceu, eu não tinha nenhum histórico familiar da doença, mas sentia dores horríveis, não gosto nem de lembrar. Tive até que abandonar o meu próprio negócio, que seguiu somente com a minha esposa.” 

Há cerca de dois anos, Daltro passou por um neurologista na região de Santa Maria, também no Rio Grande do Sul, que identificou o problema, diagnosticou o tremor essencial e o alertou sobre a necessidade de cirurgia, dado o avançado estágio da doença. 

Foi há pouco mais de um ano, quando o comerciante já estava com 59 anos, que a cirurgia para implante de eletrodos para a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) foi realizada. 

De lá para cá, segundo Santos, tudo mudou drasticamente. “Ainda tomo remédios, mas somente um quarto do que tomava antes. Na maioria dos dias estou bem e já não tremo. Hoje em dia, vou ao consultório uma a duas vezes por ano para fazer acompanhamento.” 

Embora tenha melhorado, os 15 anos sem diagnóstico geraram sequelas. “O médico indicou que eu deveria fazer caminhadas e exercícios físicos, mas o meu equilíbrio não é mais o mesmo. Depois de anos lidando com uma doença como essa, ninguém fica 100%, mas estou muito melhor e minha vida é praticamente normal”, conclui.

ATENÇÃO: A lei restringe a venda desses dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. Indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na rotulagem do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins de INFORMAÇÃO e podem não ser aprovados ou vendidos em determinados países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados. 
 Este material é apenas para fins informativos e não se destina a diagnóstico médico. Este conteúdo não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos neste conteúdo. A Boston Scientific recomenda enfaticamente que você consulte seu médico sobre todos os assuntos relacionados à sua saúde.
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Quais são as causas e fatores de risco para as arritmias atriais?

Conforme vamos envelhecendo, o risco de arritmias atriais parece aumentar, especialmente depois dos 60 anos. Pressão arterial alta e doença arterial coronariana estão associadas com arritmias atriais, assim como outras condições cardíacas e pulmonares, tais como doença pulmonar crônica, doença das válvulas cardíacas e insuficiência cardíaca.

Apesar disso, pessoas sem doença cardíaca podem desenvolver uma arritmia por causas desconhecidas. Os fatores de risco podem incluir: estresse emocional, consumo de álcool, cafeína, remédios para emagrecimento, tabaco, alguns medicamentos para gripe, tosse, alergia e antidepressivos.

Como tratar as arritmias atriais?

O cardiologista poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso, considerando três objetivos terapêuticos: controle da frequência, manutenção do ritmo sinusal e prevenção de tromboembolia.

  • Controle da Frequência Ventricular: para atingir esse objetivo, em geral, os médicos prescrevem bloqueadores do canal de cálcio (BCCs) ou beta-bloqueadores. Porém, nem todos respondem bem a este tratamento e, então, a cirurgia de ablação por cateter é recomendada.
  • Restauração e Manutenção do Ritmo Sinusal: Vários medicamentos podem restaurar e manter com eficácia o ritmo sinusal em pacientes com arritmias atriais. Cirurgias para estimulação atrial e ablação por cateter podem ser indicadas, dependendo do perfil do paciente.
  • Redução do Risco Tromboembólico: Quando há risco de trombose, embolia ou AVC, o cardiologista pode receitar anticoagulantes. Em alguns casos, é indicada a cirurgia de oclusão do apêndice atrial esquerdo. O procedimento consiste em fechar esta parte do coração, também conhecida como auriculeta esquerda, já que mais de 90% dos coágulos sanguíneos formados dentro do coração surgem ali.

Vários fatores são considerados na determinação do método de tratamento apropriado, como idade, condição geral de saúde, histórico médico pessoal e familiar, interação com outros medicamentos que você já use, doenças ou outras condições que contribuam com a arritmia e a gravidade dos seus sintomas. Converse com seu médico sobre o melhor plano de cuidados para o seu caso.

Conforme vamos envelhecendo, o risco de arritmias atriais parece aumentar, especialmente depois dos 60 anos. Pressão arterial alta e doença arterial coronariana estão associadas com arritmias atriais, assim como outras condições cardíacas e pulmonares, tais como doença pulmonar crônica, doença das válvulas cardíacas e insuficiência cardíaca.

Apesar disso, pessoas sem doença cardíaca podem desenvolver uma arritmia por causas desconhecidas. Os fatores de risco podem incluir: estresse emocional, consumo de álcool, cafeína, remédios para emagrecimento, tabaco, alguns medicamentos para gripe, tosse, alergia e antidepressivos.

O cardiologista poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso, considerando três objetivos terapêuticos: controle da frequência, manutenção do ritmo sinusal e prevenção de tromboembolia.

  • Controle da Frequência Ventricular: para atingir esse objetivo, em geral, os médicos prescrevem bloqueadores do canal de cálcio (BCCs) ou beta-bloqueadores. Porém, nem todos respondem bem a este tratamento e, então, a cirurgia de ablação por cateter é recomendada.
  • Restauração e Manutenção do Ritmo Sinusal: Vários medicamentos podem restaurar e manter com eficácia o ritmo sinusal em pacientes com arritmias atriais. Cirurgias para estimulação atrial e ablação por cateter podem ser indicadas, dependendo do perfil do paciente.
  • Redução do Risco Tromboembólico: Quando há risco de trombose, embolia ou AVC, o cardiologista pode receitar anticoagulantes. Em alguns casos, é indicada a cirurgia de oclusão do apêndice atrial esquerdo. O procedimento consiste em fechar esta parte do coração, também conhecida como auriculeta esquerda, já que mais de 90% dos coágulos sanguíneos formados dentro do coração surgem ali.

Vários fatores são considerados na determinação do método de tratamento apropriado, como idade, condição geral de saúde, histórico médico pessoal e familiar, interação com outros medicamentos que você já use, doenças ou outras condições que contribuam com a arritmia e a gravidade dos seus sintomas. Converse com seu médico sobre o melhor plano de cuidados para o seu caso.

Mudanças no estilo de vida podem ajudar a melhorar ou a reduzir a ocorrência de uma arritmia. Eles podem incluir uma dieta alimentar mais saudável, limitar ou eliminar a quantidade de cafeína ingerida, exercícios regulares e parar de fumar. Monitore a saúde do coração regularmente com seu cardiologista.

Associações médicas, hospitais de referência, cardiologistas e órgãos de governos podem ajudar você, seu familiar ou seu cuidador a entender e controlar a arritmia atrial. Conte com elas para saber mais, trocar experiências e obter apoio.

Como posso conviver melhor com a arritmia atrial?

Mudanças no estilo de vida podem ajudar a melhorar ou a reduzir a ocorrência de uma arritmia. Eles podem incluir uma dieta alimentar mais saudável, limitar ou eliminar a quantidade de cafeína ingerida, exercícios regulares e parar de fumar. Monitore a saúde do coração regularmente com seu cardiologista.

Como saber mais sobre arritmia atrial?

Associações médicas, hospitais de referência, cardiologistas e órgãos de governos podem ajudar você, seu familiar ou seu cuidador a entender e controlar a arritmia atrial. Conte com elas para saber mais, trocar experiências e obter apoio.

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“A obesidade é um problema de saúde global e é consequência de diversos fatores. As causas podem ser endógenas, como uma predisposição genética, ter origem em hábitos alimentares e de vida, ou decorrer de questões psicológicas, que levam ao aumento da ingesta de alimentos. Pode levar, também, à disfunção erétil, seja pelo impacto psicológico, metabólico ou circulatório da doença", explica o urologista Bruno Benigno.

Um estudo com candidatos a cirurgia bariátrica apontou que 12% dos homens relataram ausência de desejo sexual, 25% declararam não ter relações sexuais, 54% estavam insatisfeitos com sua vida sexual e 44% consideraram que sua saúde física limitou a atividade sexual de alguma forma.3

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Um estudo para avaliar a função sexual de homens e mulheres com obesidade severa antes da cirurgia bariátrica constatou que aproximadamente metade das mulheres e homens entrevistados estavam insatisfeitos com suas vidas sexuais. Entre eles, ser mais velho, ter sintomas depressivos e utilizar antidepressivos foram fatores associado com função sexual piorada em ambos os sexos.3

Por outro lado, indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica reportam melhorias significativas de qualidade de vida, imagem corporal e comportamento sexual, entre outras áreas de funcionamento psicossocial, muitas vezes até mesmo antes de alcançarem a perda máxima de peso.4

Um estudo realizado com 7689 pacientes na França mostrou que 66% dos pacientes com hipertensão e ou diabetes reportaram disfunção erétil.5 Em pacientes com obesidade grave que ainda não passaram pela cirurgia bariátrica, idade avançada, gravidade dos sintomas depressivos e uso de medicamentos antidepressivos estão associados a uma pior função sexual.3  “Além disso, a disfunção erétil antecede de seis a sete anos o diagnóstico de doença cardiovascular. Por isso, é um marcador para o risco de infarto. O paciente obeso procura o urologista pela disfunção erétil, mas essa é só a ponta do iceberg. Ele precisa ser observado com uma atenção maior", pondera.

Melhora no peso, melhora na satisfação sexual

O tratamento da disfunção erétil associada à obesidade conta com abordagens múltiplas e graduais. “O primeiro passo é a mudança do estilo de vida e melhora do sono. Até 60% dos pacientes obesos se queixam da qualidade do sono. Depois, é preciso controlar as outras co-morbidades, como reduzir os níveis de açúcar no sangue, por exemplo. Aí passamos para drogas orais para favorecer a vasodilatação e outros tratamentos, como a terapia de onda de choque de baixa intensidade, a aplicação de drogas dentro do pênis, como Trimix e Alprostadil, fisioterapia e uso de bomba a vácuo. Em último caso, a solução é a prótese peniana”, enumera.

Quando se analisam o metabolismo e os aspectos fisiológicos, a redução do IMC pode trazer benefícios para a produção de testosterona, já que o efeito da massa gorda pode diminuir os níveis de testosterona.6

“É muito frequente que o paciente com obesidade que já procurou apoio psicológico, se engajou nas atividades físicas e mudou a dieta melhore dos sintomas da disfunção erétil de forma impressionante. Eu diria que de 50% a 60% dos meus pacientes relatam melhora na funcionalidade", conclui Benigno.

ATENÇÃO I: Este material é apenas para fins informativos e não se destina ao diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou legal, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação sobre os benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todas as questões relacionadas à sua saúde.

ATENÇÃO II: Este material destina-se a descrever sintomas clínicos comuns e etapas processuais para o uso de tecnologias referenciadas, mas pode não ser apropriado para cada paciente ou caso. As decisões em torno do cuidado ao paciente dependem do julgamento profissional do médico em consideração de todas as informações disponíveis para o caso individual. A Boston Scientific (BSC) não promove ou incentiva o uso de seus dispositivos fora sua rotulagem aprovada. Estudos de caso não são necessariamente representativos dos resultados clínicos em todos os casos, pois os resultados individuais podem variar.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos de resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

ATENÇÃO IV: A lei restringe a venda desses dispositivos apenas a médicos ou mediante prescrição médica. Indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na rotulagem do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e podem não estar aprovados ou à venda em certos países. Este material não é destinado ao uso na França.

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Por que o pé diabético não cicatriza?

Sistema Circulatório

Por que o pé diabético não cicatriza?

A conta é simples: uma úlcera ou infecção ativa somada à glicemia elevada é igual à dificuldade de cicatrização. Por isso, o controle da doença é fundamental

 

O processo de cicatrização requer um bom controle metabólico. É justamente por isso que, dentre as patologias que mais interferem na recuperação de feridas, apareça o diabetes1.

“Quando o diabetes está descompensado e a glicemia, elevada no sangue, as células de defesa chamadas macrófagos diminuem de circulação. Dessa forma, o organismo perde a capacidade de eliminar células ou agentes invasores estranhos. É por isso que as úlceras nos pés desse paciente estão sempre infectadas”, explica Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Outro ponto é que o diabetes descompensado pode estreitar os vasos sanguíneos, diminuindo a circulação sanguínea nos pés e, também, prejudicando o processo de cicatrização, lembra Roseanne. “Isso não significa que pacientes com diabetes não controlado não cicatrizem suas feridas. Mas que esse processo será muito mais lento do que em pessoas com a doença controlada.”

Veja também:

Pé diabético dá para prevenir
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Balão farmacológico: o dispositivo que viabiliza a circulação sanguínea em pacientes com pé diabético

Fique atento aos sintomas de pé diabético

Por isso, é importantíssimo estar atento a alguns sinais que podem indicar uma demora na cicatrização e sempre pedir para que o médico examine seus pés durante a consulta:

  • Avalie se os pés estão com um cheiro ruim forte
  • Note também a existência, ou não, de secreções amarelas ou verdes
  • Veja se ao redor da ferida no pé há uma área avermelhada
  • Verifique se está com febre acima dos 37,5 ºC

Em qualquer um desses casos, o melhor a fazer é buscar ajuda médica o quanto antes. “O paciente com pé diabético que notar uma infecção deve ir imediatamente ao pronto-socorro para ser avaliado e, em muitos casos, tomar antibióticos. Aqueles que optam por aguardar, podem ter que enfrentar uma amputação no futuro”, resume Roseanne.

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

 

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Reganho de peso: de que forma é possivel evitar?

Obesidade

Reganho de peso: de que forma é possivel evitar?

Falta de aderência ao tratamento e questões de saúde mental estão entre as causas que comprometem a manutenção do peso adequado. Além de recuperar os quilos perdidos, em muitos casos, o paciente engorda ainda mais

Quem já driblou o excesso de peso sabe o quanto é difícil manter os ponteiros da balança em dia. Isso ocorre porque a obesidade é uma doença crônica, que exige um tratamento continuado.

“Há diversas maneiras de se tratar a obesidade e, para escolher a melhor para cada paciente, é preciso considerar o grau de desenvolvimento da doença e seu histórico. Seja orientação nutricional, utilização de medicamentos, abordagens psicológicas ou cirurgia bariátrica, o fator determinante do sucesso do tratamento é a mudança significativa de hábitos, o que exige participação ativa do paciente”, comenta o psiquiatra José Carlos Appolinário, coordenador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (Gota), que faz parte do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), do Rio de Janeiro.

Como a obesidade tem várias causas, o tratamento também deve atuar em diversas frentes e, por isso, exige uma atenção multiprofissional. “O papel do especialista responsável pelo paciente obeso ou mesmo o de uma equipe

profissional multidisciplinar é fundamental para detectar os fatores que possam interferir de forma negativa nos resultados pretendidos. Muitas vezes, os pacientes respondem bem ao tratamento da obesidade, mas depois de algum tempo, voltam a engordar”, explica o especialista, lembrando que vários fatores podem levar ao reganho de peso.

A falta de adesão ao tratamento é um deles. Muitas vezes, o paciente faz o acompanhamento especializado durante um período inicial, perde peso e logo interrompe o tratamento. “Quando isso acontece, por exemplo, é muito comum a pessoa não só recuperar os quilos que tinha perdido, mas engordar mais”, fala o médico. “Fatores emocionais e comportamentais, como a presença de episódios de compulsão alimentar ou sintomas depressivos e ansiosos também podem estar relacionados ao reganho de peso.”

Segundo o endoscopista bariátrico Eduardo Grecco, do Instituto EndoVitta, em São Paulo, o reganho de peso pode acontecer também depois de o paciente finalizar o tratamento da obesidade.

“Isso acontece porque fazer a manutenção do peso é um grande desafio. Esse paciente sempre foi obeso e, para ele voltar ao antigo patamar de sobrepeso, é muito fácil. Aos poucos, ele deixa o cuidado com a alimentação e até mesmo a prática de exercícios de lado. Para manter o peso adequado, é fundamental criar rotinas: comer nos horários certos, preferir alimentos saudáveis, não deixar de praticar atividades físicas”, comenta. O médico destaca que é importante o paciente perceber que, com essas atitudes, estará levando uma vida mais saudável e com resultados duradouros.

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Hábitos saudáveis a longo prazo

A melhor forma de evitar reganhos de peso é buscar resultados a longo prazo. Isso significa manter o tratamento da obesidade e dos fatores associados mesmo após uma perda de peso, que, a princípio, contempla o objetivo que se queria atingir. Para isso, vale a pena colocar algumas estratégias em prática, como detalha o médico José Carlos Appolinário:

Reeducação alimentar

As dietas restritivas são inimigas do peso saudável. Aqui, o que importa é a reeducação alimentar. Aprenda a escolher alimentos saudáveis e a fazer refeições equilibradas a longo prazo, incorporando opções nutritivas. Dessa forma, uma quebra ocasional das regras não irá causar grande impacto no tratamento.

Veja também: Quando os medicamentos são importantes para tratar a obesidade

Acompanhamento psicológico

Durante qualquer processo de perda de peso, é essencial o acompanhamento psicológico. Esse apoio ajuda a lidar com questões emocionais que estejam disparando um quadro de ansiedade ou um ataque à geladeira. O objetivo é desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis e promover a motivação contínua.

Exercício regular

Não é novidade que a atividade física desempenha um papel fundamental na manutenção do peso. Quanto mais nos movimentamos, mais gastamos calorias e evitamos o acúmulo de gordura corporal. A proposta é praticar um exercício que seja prazeroso, que possa ser incorporado no dia a dia de modo sustentável.

Suporte social

O apoio de amigos, familiares ou grupos de apoio especializados pode ser um grande diferencial na luta contra os quilos a mais. Compartilhar desafios e sucessos com outras pessoas que passam pela mesma jornada é estimulante e encorajador.

Mudança de mentalidade

Perder peso está no foco, mas concentrar-se em melhorar a saúde e o bem-estar de um modo geral é uma maneira de reduzir a pressão quanto aos resultados. Uma abordagem mais duradoura, com a perda gradativa de quilos, pode ser mais bem-sucedida do que um emagrecimento imediato.

Serviço

Se você procura tratamento para a obesidade, transtornos alimentares ou quer mais informações para melhorar seus hábitos de vida, consulte:

Ambulim

Centro de Tratamento de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq - USP)

https://gota.org.br/

(11) 2661-6975

ambulim.ipq@hc.fm.usp.br

GOTA

Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares, parte do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), do Rio de Janeiro.

https://gota.org.br/

(21) 3938-0500 Ramal 238

https://gota.org.br/#contato

Disque Saúde

Ligue para 136 e peça informações sobre os serviços de apoio aos transtornos alimentares na sua região

Guia Alimentar para a População Brasileira

Clique aqui e acesse o documento com dicas para perder peso de forma mais saudável

Quer saber mais sobre obesidade e emagrecimento saudável? Veja esse artigo: Medicamentos para obesidade: a nova geração tem efeitos colaterais mais leves e garante melhores resultados

 

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Histórias

"Além dos tremores, eu tinha câimbras horríveis, não gosto nem de lembrar.”

Aos 42 anos, Daltro Santos começou a sentir os primeiros sintomas do tremor essencial, mas a cirurgia que retomou sua qualidade de vida só aconteceu mais de 15 anos depois.

Há 18 anos, Daltro Santos, então com 42 anos, levava uma vida tranquila e modesta à frente de seu comércio em São Francisco de Assis, no interior do Rio Grande do Sul. Foi quando, sem grandes explicações, começou a sentir os primeiros tremores e dificuldades na coordenação motora.

Ao buscar médicos e fazer exames em busca de respostas, só conseguia ter ainda mais dúvidas sobre a própria saúde, já que, apesar das idas e vindas, nenhum profissional conseguia fechar um diagnóstico. 

Foram mais de 15 anos de tremores que afetaram também a sua voz, além das dores e câimbras, até que os remédios prescritos para amenizar os sintomas, já não agiam como antes. “Não sei porque isso aconteceu, eu não tinha nenhum histórico familiar da doença, mas sentia dores horríveis, não gosto nem de lembrar. Tive até que abandonar o meu próprio negócio, que seguiu somente com a minha esposa.” 

Há cerca de dois anos, Daltro passou por um neurologista na região de Santa Maria, também no Rio Grande do Sul, que identificou o problema, diagnosticou o tremor essencial e o alertou sobre a necessidade de cirurgia, dado o avançado estágio da doença. 

Foi há pouco mais de um ano, quando o comerciante já estava com 59 anos, que a cirurgia para implante de eletrodos para a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) foi realizada. 

De lá para cá, segundo Santos, tudo mudou drasticamente. “Ainda tomo remédios, mas somente um quarto do que tomava antes. Na maioria dos dias estou bem e já não tremo. Hoje em dia, vou ao consultório uma a duas vezes por ano para fazer acompanhamento.” 

Embora tenha melhorado, os 15 anos sem diagnóstico geraram sequelas. “O médico indicou que eu deveria fazer caminhadas e exercícios físicos, mas o meu equilíbrio não é mais o mesmo. Depois de anos lidando com uma doença como essa, ninguém fica 100%, mas estou muito melhor e minha vida é praticamente normal”, conclui.

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