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Arritmia Ventricular

Ouvir texto - 7:44

Quando um ritmo cardíaco anormal vem das câmaras inferiores do coração (os ventrículos), ele é chamado de arritmia ventricular. Os ritmos desse tipo incluem a taquicardia ventricular (TV) e a fibrilação ventricular (FV). Ambas são arritmias que colocam a vida em risco e estão normalmente associadas a ataques cardíacos ou a cicatrizes do músculo cardíaco advindas de um ataque cardíaco prévio.

Taquicardia Ventricular

A taquicardia ventricular (TV) é um ritmo cardíaco rápido que ocorre em um dos ventrículos de seu coração. Ela parece um circuito elétrico pequeno que corre em círculo. Em uma taquicardia ventricular, o coração bate a cada volta no circuito em frequências de 150 a 250 bpm. Um tipo especial de taquicardia ventricular é denominado â taquicardia da via de saída do ventrículo direito ou taquicardia VSVD. Esse ritmo ocorre na parte do coração onde o sangue vai do ventrículo direito para os pulmões.À medida que o coração bate mais rápido, ele bombeia menos sangue, não havendo tempo suficiente para ele se encher com sangue entre os batimentos. Se esse batimento cardíaco rápido continuar, o cérebro e o corpo podem não receber sangue e oxigênio suficientes.

Fibrilação Ventricular

Outro tipo de arritmia ventricular é a fibrilação ventricular (FV). A fibrilação ventricular se origina de muitos locais diferentes nos ventrículos, cada um tentando sinalizar o coração para bater. Nesse caso, o coração bate muito mais rápido que o normal, às vezes acima de 300 batimentos por minuto. As câmaras inferiores tremem ao invés de se contraírem e pouquíssimo, ou nenhum sangue é bombeado do coração para o restante do corpo. Se seu coração estiver em fibrilação ventricular, você pode ficar inconsciente muito rapidamente. Você provavelmente não se lembrará de nada que aconteceu antes ou durante o episódio.

Se esses ritmos cardíacos rápidos e irregulares continuarem por algum tempo, o corpo não receberá suficiente sangue rico em oxigênio. Sem oxigênio, o cérebro e os tecidos do corpo não conseguem funcionar normalmente e morrem.

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Morte súbita cardíaca: Causas e tratamentos que podem salvar vidas

Se você ou alguém que você ama foi diagnosticado com maior risco de morte súbita cardíaca, você pode estar se sentindo nervoso, ansioso ou confuso. Durante esse momento, é importante fazer perguntas, reunir informações e aprender tudo o que puder para ajudá-lo na jornada a prosseguir. Explore esta seção para obter mais informações sobre a Morte súbita cardíaca.

O que é morte súbita cardíaca?

A morte súbita cardíaca é uma emergência médica grave e com risco à vida. Durante a morte súbita cardíaca, a função cardíaca para  abruptamente e sem aviso. Isso causa uma rápida perda de consciência (desmaio). Sem tratamento imediato com desfibrilação (um choque elétrico no coração), podem ocorrer danos cerebrais e morte.

As definições de morte súbita cardíaca e ataque cardíaco são completamente diferentes. Um ataque cardíaco é um problema de "encanamento" causado por um ou mais bloqueios nos vasos sanguíneos do coração que impedem o fluxo adequado. Uma pessoa que está tendo um ataque cardíaco está acordada e respirando.

A morte súbita cardíaca é definida como um problema elétrico, causado por uma arritmia (batimento cardíaco irregular) que impede o coração de bombear sangue para o cérebro e órgãos vitais. Uma pessoa com morte súbita cardíaca está inconsciente e sem respiração.

A cada 39 segundos, alguém morre de morte súbita cardíaca. 1 American Heart Association. Heart Disease and Stroke Statistics - 2014 Update. Circulation. 2014; 129:e28-292

O que causa a morte súbita cardíaca?

A morte súbita cardíaca pode atingir pessoas de qualquer idade, gênero, raça e até mesmo aquelas que aparentam estar com boa saúde. Sabe-se que atletas profissionais de classe mundial no auge da forma física morrem subitamente durante eventos esportivos. Geralmente, isso é resultado de uma morte súbita cardíaca.

A maioria dos casos de Morte súbita cardíaca é causada por um tipo de batimento cardíaco irregular (ou arritmia), conhecido como fibrilação ventricular. Os ventrículos são as câmaras inferiores do coração. Durante a fibrilação ventricular, essas câmaras batem muito rápida e irregularmente. Isso faz com que pouco ou nenhum sangue seja bombeado pelo corpo. Se não for tratada em alguns minutos, pode ocorrer morte.

Outras causas de morte súbita cardíaca podem ser o resultado de problemas com o sistema elétrico do coração. Se os sinais elétricos do coração ficarem lentos ou pararem, ou se o músculo cardíaco não responder a esses sinais elétricos, pode ocorrer uma morte súbita cardíaca.

Fatores de Risco

A maioria das doenças cardíacas e dos vasos sanguíneos pode levar à morte súbita cardíaca. Da mesma forma, muitos fatores de risco para doenças cardíacas também são fatores de risco para a morte súbita cardíaca. Os fatores de risco comuns incluem:

  • Um histórico familiar de doença coronariana
  • Hipertensão
  • Colesterol alto
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Estilo de vida sedentário
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Idade

Um parente de primeiro grau de alguém que sofreu morte súbita cardíaca tem mais do que o dobro do risco de morte primária.

Não há como saber o risco de morte súbita cardíaca; portanto, reduzir o risco geral é a melhor estratégia. Converse com seu médico sobre sua situação de saúde específica.

Sintomas da morte súbita cardíaca

O primeiro e frequentemente único sintoma da morte súbita cardíaca é a perda de consciência – devido à falta de sangue no cérebro. Embora geralmente não haja sinais de alerta antes da ocorrência de uma morte súbita cardíaca, alguns sintomas podem surgir com antecedência, como, por exemplo:

  • Fadiga ou fraqueza
  • Falta de ar
  • Desmaio
  • Tonturas ou vertigens
  • Palpitações cardíacas
  • Dor no peito

Algumas pessoas que supostamente morreram de "ataque cardíaco fulminante" podem, em vez disso, ter morrido de morte súbita cardíaca.

Tratamento da Morte súbita cardíaca (PCS)

morte súbita cardíaca é uma emergência médica. A maioria das pessoas que sofre uma Morte súbita cardíaca morre por causa disso - geralmente em minutos. O tratamento imediato com reanimação cardiopulmonar (RCP) e um desfibrilador (um dispositivo que envia um choque elétrico para o coração) pode salvar vidas.

Existem dois tipos de desfibriladores:

  • Um desfibrilador externo (AED) é um pequeno dispositivo portátil que usa placas de eletrodo para diagnosticar um ritmo cardíaco anormal e administrar um choque elétrico, se necessário. Desfibriladores externos são utilizados em locais públicos como escolas, aeroportos e hotéis. Espectadores não treinados podem usar esses dispositivos para aplicar um choque elétrico no tórax de alguém com morte súbita cardíaca.
  • Um cardioversor desfibrilador implantável (ICD, sigla do inglês implantable cardioverter defibrillator), como o Sistema S-ICD EMBLEM MRI, é um dispositivo implantado cirurgicamente que pode detectar batimentos cardíacos irregulares ou perigosos e aplicar choques salva-vidas para ajudar a retornar o ritmo ao normal.

Quais as chances de sobrevivência para uma pessoa que teve morte súbita cardíaca?

Mesmo nas melhores condições de resposta a emergências, a morte súbita cardíaca é uma condição difícil de tratar. Considere estes fatos:

  • Cerca de metade de todas as paradas cardíacas não são testemunhadas; a vítima estava sozinha2
  • Mais de 80% das paradas cardíacas ocorrem em casa ou em locais não públicos, como no escritório1
  • A sobrevida relatada de morte súbita cardíaca fora do hospital varia de 0% a 51%, com uma média nacional de apenas 8%

As chances de sobreviver a uma Morte súbita cardíaca diminuem em 7-10% a cada minuto que passa sem um choque salva-vidas. A boa notícia é que o tratamento imediato com reanimação cardiopulmonar (RCP) e um desfibrilador (um dispositivo que envia um choque elétrico ao coração) pode salvar vidas. Na verdade, demonstrou-se que a desfibrilação interrompe efetivamente 95% ou mais dos ritmos cardíacos perigosamente rápidos.

É possível ter morte súbita cardíaca mais de uma vez?

É importante saber que, se você já vivenciou uma morte súbita cardíaca, corre alto risco de ter outro episódio. Mas mesmo se você não teve uma morte súbita cardíaca, se você tem fatores de risco, seu médico pode recomendar o mesmo tipo de tratamento. 

Quer saber mais?

Para entender a extensão da situação, assista à gravação da live: “Morte súbita: O que é? Quais são os sintomas? Como prevenir?” e tire todas as suas dúvidas.

Aproveite para saber mais sobre a jornada de recuperação após a morte súbita cardíaca. Leia aqui a história real de um paciente e descubra como a vida pode ser transformada após esse tipo de experiência. 

Precauções de segurança para quem possui sistema de Estimulação da Medula Espinhal (SCS)

Sistema Nervoso

Precauções para uso seguro do sistema de estimulação medular

O seu sistema de Estimulação da Medula Espinhal (SCS - Spinal Cord Stimulator) é projetado para ajudar você a controlar a sua dor crônica para que você possa viver a vida ao máximo. Entretanto, é importante tomar algumas precauções de segurança para poder tirar o máximo do seu sistema. 

Operação de automóveis e outros equipamentos

Se ocorrerem mudanças súbitas à estimulação, elas podem distrair você da sua operação atenta. É por isso que é importante não operar automóveis, outros veículos motorizados ou quaisquer maquinários/equipamentos potencialmente perigosos com a estimulação terapêutica ligada. Desligue a estimulação primeiro antes de operar um veículo ou equipamento motorizado. 

Mudanças de postura

Mudanças de postura ou movimentos abruptos podem causar reduções ou aumentos dolorosos ou desconfortáveis no nível de estimulação percebido. Mantenha o controle remoto com você em todos os momentos e reduza ou desligue a estimulação antes de fazer mudanças de postura. Se ocorrerem sensações desagradáveis, a estimulação deve ser desligada imediatamente. 

Localização do estimulador

Nunca tente mudar a orientação ou “inverter” (rotacionar ou girar) o implante. Não “cutuque” ou brinque com o implante. Se o implante se inverter no seu corpo, ele não pode ser carregado. Se você souber que o dispositivo girou, ou se não for possível ligar a estimulação após carregar, entre em contato com o seu médico para marcar uma avaliação do sistema. Em alguns casos, a pele sobre o seu implante pode ficar muito fina com o passar do tempo. Se isso ocorrer, entre em contato com o seu médico. 

Localização do eletrodo

Em algumas instâncias, um eletrodo pode se mover da sua localização original e a estimulação no local de dor pretendido pode ser perdida. Se isso ocorrer, entre em contato com o seu médico. O seu médico pode ser capaz de restaurar a estimulação reprogramando o implante na clínica ou reposicionando o eletrodo durante outra cirurgia. 

Falha do dispositivo

Os implantes podem falhar a qualquer momento devido a uma falha de componente aleatória, perda de funcionalidade da bateria ou quebra do eletrodo. Se o dispositivo parar de funcionar mesmo após concluir o carregamento (até quatro horas), desligue o estimulador e entre em contato com o seu médico para que o sistema possa ser avaliado. 

Temperatura de operação

A temperatura de operação do estimulador de ensaio e do controle remoto é de 10-40 °C (50-104 °F). Para a operação apropriada, não utilize o carregador se a temperatura ambiente estiver superior a 35 °C (95 °F). 

Descarte de componentes

A bateria desses dispositivos pode explodir em fogo, então não descarte o controle remoto ou o carregador em fogo. Descarte baterias usadas de acordo com as regulamentações locais. O estimulador deve ser explantado no caso de cremação e devolvido à Boston Scientific. Dispositivos externos devem ser descartados de acordo com as exigências regulatórias locais. Entre em contato com o seu profissional da saúde para mais informações.

Agora que você se informou sobre Precauções de Segurança para quem possui Sistema de Estimulação da Medula Espinhal, aproveite para ver Procedimentos médicos que podem afetar quem possui sistema de Estimulação da Medula Espinhal.

E, se quiser saber mais sobre dor crônica e os possíveis tratamentos, acesse nossa página Existe Vida Sem Dor.

Saiba mais sobre o Saber da Saúde

Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.

A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.

Prêmio de Inovação em Engenharia Biomédica: ciência e tecnologia a favor do SUS

Histórias

Prêmio de Inovação em Engenharia Biomédica: o conhecimento científico a serviço do SUS

Numa iniciativa para aproximar a ciência da população, a Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica e a Boston Scientific se uniram para premiar inovações em engenharia biomédica que possam contribuir com o SUS e transformar a vida de quem depende do sistema público para cuidar de sua saúde.

Em sua terceira edição, o Prêmio de Inovação em Engenharia Biomédica para o SUS receberá inscrições de 29 de junho a 31 de julho de 2022. Este ano, apoiam a iniciativa os ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação; Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS); Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH); e Instituto de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

Estudantes, pesquisadores e qualquer profissional que desenvolva soluções inovadoras na área da engenharia biomédica para o SUS podem submeter seus trabalhos (TCCs, Trabalho Científicos, Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado), que serão avaliados por uma Comissão Julgadora formada por representantes das instituições parceiras. Os ganhadores serão anunciados em 30 de setembro e irão visitar o Centro de Produção, Pesquisa e Desenvolvimento da Boston Scientific na Costa Rica com todas as despesas pagas. A cerimônia de premiação ocorre no dia 27 de outubro durante o IX Congresso Latino-Americano de Engenharia Biomédica (CLAIB 2022).

Você pode ver como foram as premiações e os trabalhos vencedores das edições anteriores no YouTube: 

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Além disso, aqui no nosso blog, vamos contar a história dos quatro ganhadores do ano passado. Glaucya Wanderley Santos Markus, de Guaraí, no Tocantins, desenvolveu um software para acompanhar gestantes com sífilis. Mayla dos Santos Silva, de Viçosa, em Alagoas, criou uma base de dados para classificar e apoiar o diagnóstico de úlcera do pé diabético. Fábio Henrique Monteiro Oliveira, de Brasília, no Distrito Federal, venceu com seu projeto de sensores sem contato para avaliação dos sintomas motores da Doença de Parkinson; enquanto a Paula Santos, de Ribeirão Preto, em São Paulo, trabalhou num modelo computacional para sugerir diagnósticos de COVID-19 e outras doenças pulmonares. 

E você, qual projeto inovador vai inscrever? Acompanhe o nosso blog e participe do prêmio!

Marcelo Tas: Da Benzedeira ao Dr. Google

Histórias

Marcelo Tas: Da Benzedeira ao Dr. Google

Desafios e oportunidades da saúde na Internet

Quem nunca se consultou com o Dr. Google? É tentador ter uma dor e saber que toda informação do mundo está há um clique de distância. Parece simples ir atrás de um tratamento para doença ou sintoma. Só que não. Faz sentido clicar o smartphone para entender o que estamos sentindo dentro do corpo que está teclando? Não dá para negar. Viver sentado navegando no virtual distrai a percepção que temos até do nosso próprio corpo.

Na última década, a área da saúde, em particular a relação médico x paciente, foi absolutamente transformada. Sim, claro, em todas as áreas profissionais aconteceu o mesmo. Na saúde fica mais visível por dizer respeito diretamente ao que está diante de nós: a vida. Segundo pesquisa de 2019 do próprio Google 26% dos brasileiros recorrem primeiro ao buscador ao se deparar com um problema de saúde. Isto corresponde a aproximadamente um terço dos 134 milhões de usuários de internet no Brasil. O cruzamento de dados sugere que estamos falando de cerca de 44 milhões de brasileiros. É muita gente, mais que a população do Canadá.

 

ORÁCULOS ANALÓGICOS vs. DIGITAIS

Quando eu era moleque em Ituverava-SP, tive o privilégio de conhecer figuras preciosas, muito comuns nos interiores do Brasil, que cuidavam da saúde popular. É o caso de Dona Carmela, a benzedeira da cidade que dava diagnósticos e apoiava a quem a procurava. Geralmente, com problemas na saúde emocional, caso de uma “espinhela caída” ou “mal olhado”. Outra autoridade municipal era o balconista da farmácia. Com a barriga no balcão, ele ouvia as queixas e indicava remédios baseados nas receitas médicas que os mais previdentes levavam para adquirir seus medicamentos. Ou seja, o balconista dava um copy paste nas receitas alheias baseado puramente na conversinha mole que rolava na farmácia. Imagina o risco de diagnóstico que o povo corria. 

Diante da montanha de informação de hoje parece loucura consultar benzedeira ou qualquer outra figura que não seja da área de saúde para obter um diagnóstico ou saber mais sobre uma doença. Mas não dá para negar as semelhanças da realidade atual com as do tempo de quando eu era jovem e ainda tinha cabelos cacheados. Com o Dr. Google as possibilidades de ruídos e má qualidade de diagnóstico e tratamentos difusos tendem a crescer de forma exponencial.

Não há nada de incorreto no desejo em obter mais informação e conhecimento. Só que quando o assunto é saúde, a qualidade da informação é um fator a ser observado com rigor. Segundo estudo da Edith Cowan University (ECU), publicado no Medical Journal of Australia (2020), apenas 36% das vezes os buscadores encontram um diagnóstico de saúde correto como primeiro resultado. O risco de um diagnóstico errado é alto. Simplesmente, 74% das buscas encontram falhas nos primeiros resultados encontrados.

Parte da alta margem de erro no caso da saúde é devido ao contexto individual de cada diagnóstico. A outra parte é resultado da natureza colaborativa do fluxo de informação na Internet. As informações são publicadas por qualquer pessoa. Muitas vezes em grupos de confiança, como os de WhatsApp da família, onde a tendência é uma aceitação alta de tudo que é sugerido como “bom” ou “faz bem”. Na informação médica não há garantia alguma de qualquer curadoria que não seja acompanhada por um profissional de saúde para checar e validar os dados publicados.

Empresas e players do setor da saúde com compromisso com a informação de qualidade têm desenvolvido soluções para ajudar essa grande parcela da população que busca informações de saúde na Internet. Um deles é o projeto Saber da Saúde desenvolvido pela Boston Scientific Brasil. Trata-se de uma plataforma que democratiza informações de saúde com curadoria médica profissional de especialistas. O objetivo é desenvolver espaços de informação segura sobre saúde na Internet e disseminar conhecimento científico para o maior número de brasileiros possível.

Há informações sobre os principais sintomas, diagnósticos, tratamentos e formas de prevenção de condições clínicas que acometem o sistema nervoso, coração e sistema urinário, bem como relacionadas a tumores, cânceres e saúde sexual.

O volume de dados gigantesco e desestruturado sobre saúde na Internet é um grande desafio. Sabemos que a ausência de checagem e curadoria pode causar danos reais. Além do risco de diagnóstico errado e automedicação inapropriada, os oráculos digitais ainda estimulam outros efeitos colaterais da era moderna. Como o das doenças psicopatológicas ligadas ao espaço cibernético como por exemplo a Cibercondria. O termo surgiu nos anos 2000 para designar uma tendência da pessoa acreditar que tem propensão a adquirir todas as doenças sobre as quais encontrou na internet. É um tipo ansiedade específica e turbinada por buscas on-line relacionadas à saúde.

 

INFORMAÇÃO SEGURA

É crucial ficarmos atentos às fontes quando buscamos informações sobre saúde na rede. Lá estão lado a lado, de forma desorganizada e sem hierarquia, desde os palpites do balconista da farmácia até as mais recentes elucubrações da sua tia ou amigo sobre a cura de qualquer doença.

Saúde é um direito constitucional, assegurado no artigo 196 da Constituição Federal de 1988. A desinformação pode ser um grande obstáculo. Agradeço quem chegou até aqui e se anima a deixar a sua experiência em buscar informações na Internet. Eu citei a Boston Scientific e convido você a dividir outras iniciativas semelhantes que promovam informação segura de saúde na Internet. Vou ainda publicar abaixo os links que eu usei para escrever esse texto. Compartilhe à vontade!

E caso perceba algum sintoma de doença, procure um médico especialista. Desejo saúde e informação segura a todos. 

Texto originalmente publicado no LinkedIn do Marcelo Tas:
https://www.linkedin.com/pulse/da-benzendeira-ao-dr-google-marcelo-tas?trk=public_profile_article_view

Links das principais referências que usei para escrever o artigo:

https://www.eurekalert.org/news-releases/662440

chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://cetic.br/media/analises/tic_domicilios_2019_coletiva_imprensa.pdf

 https://www.populationpyramid.net/pt/popula%C3%A7%C3%A3o/2020/

https://ictq.com.br/pesquisa-do-ictq/786-pesquisa-autodiagnostico-medico-no-brasil-2018

https://is.gd/fnhVuP

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-lidera-aumento-das-pesquisas-por-temas-de-saude-no-google,70002714897

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-05/brasil-tem-134-milhoes-de-usuarios-de-internet-aponta-pesquisa

https://www.cnnbrasil.com.br/business/pesquisa-diz-que-9-em-cada-10-brasileiros-nao-podem-arcar-com-despesas-de-saude/ 

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/05/20/pesquisa-sintomas-na-internet-dr-google-acerta-apenas-13-das-vezes.htm

https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/4-em-cada-5-pessoas-procuram-conselhos-de-saude-na-internet-diz-pesquisa/

https://www.terra.com.br/noticias/dino/site-de-busca-tem-maior-procura-por-saude-no-brasil,e2fcb43604f161bcff057c70c05d711dywdfawir.html

https://veja.abril.com.br/saude/buscas-sobre-saude-na-internet-explodem-no-pais/

Sintomas

Se esses ritmos cardíacos rápidos e irregulares continuarem por algum tempo, o corpo não receberá suficiente sangue rico em oxigênio. Sem oxigênio, o cérebro e os tecidos do corpo não conseguem funcionar normalmente e morrem.

Causas e Fatores de Risco

As arritmias ventriculares surgem quando impulsos elétricos gerados nos ventrículos assumem o lugar do padrão normal gerado pelo nó sinoatrial (S-A) e pelo sistema de condução elétrico do coração. Estudos mostram que taquicardias ventriculares (TV) ocorrem com frequência em pacientes que sofreram algum dano no coração por ataque cardíaco, cirurgia cardíaca ou outras condições. Algumas pessoas com defeitos cardíacos congênitos também sofrem taquicardia ventricular. Algumas vezes, a taquicardia ventricular afeta pessoas sem nenhum histórico de condição cardíaca.

Nos casos de fibrilação ventricular (FV), os pacientes normalmente perdem a consciência muito rapidamente.

Se um ritmo ventricular rápido não for tratado, ele pode mudar para fibrilação ventricular, podendo levar a uma parada cardíaca súbita e, por fim, a morte cardíaca súbita. A parada cardíaca súbita afeta 350.000 pessoas a cada ano nos Estados Unidos (o que significa que a cada 1,5 minutos alguém morre de parada cardíaca súbita).1

Tratamentos

Para o tratamento de arritmias ventriculares, os médicos podem prescrever medicamentos, um cardioversor desfibrilador implantável ou ambos.

A taquicardia ventricular e a fibrilação ventricular são ritmos cardíacos que põem a vida em risco. Nas emergências, os paramédicos ou as equipes médicas conseguem tratar essas arritmias com desfibriladores externos, como um DEA. As opções de tratamento a longo prazo variam de acordo com o tipo de arritmia e as circunstâncias individuais de cada paciente.

Outro tipo de arritmia ventricular é a fibrilação ventricular (FV). A fibrilação ventricular se origina de muitos locais diferentes nos ventrículos, cada um tentando sinalizar o coração para bater. Nesse caso, o coração bate muito mais rápido que o normal, às vezes acima de 300 batimentos por minuto. As câmaras inferiores tremem ao invés de se contraírem e pouquíssimo, ou nenhum sangue é bombeado do coração para o restante do corpo. Se seu coração estiver em fibrilação ventricular, você pode ficar inconsciente muito rapidamente. Você provavelmente não se lembrará de nada que aconteceu antes ou durante o episódio.

Se esses ritmos cardíacos rápidos e irregulares continuarem por algum tempo, o corpo não receberá suficiente sangue rico em oxigênio. Sem oxigênio, o cérebro e os tecidos do corpo não conseguem funcionar normalmente e morrem.

Se esses ritmos cardíacos rápidos e irregulares continuarem por algum tempo, o corpo não receberá suficiente sangue rico em oxigênio. Sem oxigênio, o cérebro e os tecidos do corpo não conseguem funcionar normalmente e morrem.

As arritmias ventriculares surgem quando impulsos elétricos gerados nos ventrículos assumem o lugar do padrão normal gerado pelo nó sinoatrial (S-A) e pelo sistema de condução elétrico do coração. Estudos mostram que taquicardias ventriculares (TV) ocorrem com frequência em pacientes que sofreram algum dano no coração por ataque cardíaco, cirurgia cardíaca ou outras condições. Algumas pessoas com defeitos cardíacos congênitos também sofrem taquicardia ventricular. Algumas vezes, a taquicardia ventricular afeta pessoas sem nenhum histórico de condição cardíaca.

Nos casos de fibrilação ventricular (FV), os pacientes normalmente perdem a consciência muito rapidamente.

Se um ritmo ventricular rápido não for tratado, ele pode mudar para fibrilação ventricular, podendo levar a uma parada cardíaca súbita e, por fim, a morte cardíaca súbita. A parada cardíaca súbita afeta 350.000 pessoas a cada ano nos Estados Unidos (o que significa que a cada 1,5 minutos alguém morre de parada cardíaca súbita). 1

Para o tratamento de arritmias ventriculares, os médicos podem prescrever medicamentos, um cardioversor desfibrilador implantável ou ambos.

A taquicardia ventricular e a fibrilação ventricular são ritmos cardíacos que põem a vida em risco. Nas emergências, os paramédicos ou as equipes médicas conseguem tratar essas arritmias com desfibriladores externos, como um DEA. As opções de tratamento a longo prazo variam de acordo com o tipo de arritmia e as circunstâncias individuais de cada paciente.

Algumas vezes, as taquiarritmias podem ser paradas ou tratadas com remédios, ou cirurgia ou ablação cardíaca. Esses tratamentos são utilizados em um esforço para controlar ou destruir a porção de tecido cardíaco que causa os ritmos anormais.

Em outros casos, um dispositivo eletrônico implantado pode ser usado para tratar a arritmia. Um cardioversor desfibrilador implantável (CDI) administra energia elétrica ao coração a fim de baixar seu ritmo para um ritmo mais normal, possibilitando ao nó sinoatrial retomar o controle. Um CDI pode usar um ou mais tipos de energia para ajudar seu coração a bater novamente de uma maneira normal. Essas energias incluem:

Estimulação antitaquicardia (ATP) - Se seu ritmo for regular, mas rápido, o sistema CDI pode administrar uma série de pulsos pequenos e rápidos de estimulação elétrica. Tais pulsos são utilizados para interromper a arritmia e retornar o coração a seu ritmo normal.

Cardioversão - Se sua arritmia for regular, mas muito rápida, o CDI pode administrar um choque de baixa energia. Tal choque consegue parar a arritmia e retornar o coração a seu ritmo normal.

Desfibrilação - Para arritmias muito rápidas e irregulares, como a fibrilação ventricular, choques de alta energia podem ser utilizados para parar a arritmia. Dessa maneira, o coração consegue retornar a seu ritmo normal.

Muitas pessoas têm arritmias perigosas e que podem ocorrer a qualquer momento. Você já pode ter tido um episódio de taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular. Ele pode ocorrer mesmo se você estiver tomando remédios para tratar seu ritmo cardíaco anormal. Após analisar os resultados de seus exames, o médico pode chegar à conclusão que você poderá novamente ter ritmos cardíacos anormais e, talvez, uma parada cardíaca. Talvez ele recomende um CDI por uma ou mais das seguintes razões:

  • No mínimo, um evento de taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular
  • Parada cardíaca ou ritmo cardíaco anormal, prévios, que fizeram você desmaiar
  • Um ritmo cardíaco rápido que se repete, podendo levar à morte
  • Um ritmo cardíaco rápido que não pode ser controlado com medicamentos
  • Efeitos colaterais severos da terapia medicamentosa
  • Um ritmo cardíaco rápido que não pode ser curado cirurgicamente
  • Ataque cardíaco prévio e uma fração de ejeção baixa

Algumas vezes, as taquiarritmias podem ser paradas ou tratadas com remédios, ou cirurgia ou ablação cardíaca. Esses tratamentos são utilizados em um esforço para controlar ou destruir a porção de tecido cardíaco que causa os ritmos anormais.

Em outros casos, um dispositivo eletrônico implantado pode ser usado para tratar a arritmia. Um cardioversor desfibrilador implantável (CDI) administra energia elétrica ao coração a fim de baixar seu ritmo para um ritmo mais normal, possibilitando ao nó sinoatrial retomar o controle. Um CDI pode usar um ou mais tipos de energia para ajudar seu coração a bater novamente de uma maneira normal. Essas energias incluem:

Estimulação antitaquicardia (ATP) - Se seu ritmo for regular, mas rápido, o sistema CDI pode administrar uma série de pulsos pequenos e rápidos de estimulação elétrica. Tais pulsos são utilizados para interromper a arritmia e retornar o coração a seu ritmo normal.

Cardioversão - Se sua arritmia for regular, mas muito rápida, o CDI pode administrar um choque de baixa energia. Tal choque consegue parar a arritmia e retornar o coração a seu ritmo normal.

Desfibrilação - Para arritmias muito rápidas e irregulares, como a fibrilação ventricular, choques de alta energia podem ser utilizados para parar a arritmia. Dessa maneira, o coração consegue retornar a seu ritmo normal.

Muitas pessoas têm arritmias perigosas e que podem ocorrer a qualquer momento. Você já pode ter tido um episódio de taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular. Ele pode ocorrer mesmo se você estiver tomando remédios para tratar seu ritmo cardíaco anormal. Após analisar os resultados de seus exames, o médico pode chegar à conclusão que você poderá novamente ter ritmos cardíacos anormais e, talvez, uma parada cardíaca. Talvez ele recomende um CDI por uma ou mais das seguintes razões:

  • No mínimo, um evento de taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular
  • Parada cardíaca ou ritmo cardíaco anormal, prévios, que fizeram você desmaiar
  • Um ritmo cardíaco rápido que se repete, podendo levar à morte
  • Um ritmo cardíaco rápido que não pode ser controlado com medicamentos
  • Efeitos colaterais severos da terapia medicamentosa
  • Um ritmo cardíaco rápido que não pode ser curado cirurgicamente
  • Ataque cardíaco prévio e uma fração de ejeção baixa

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A morte súbita cardíaca é uma emergência médica grave e com risco à vida. Durante a morte súbita cardíaca, a função cardíaca para  abruptamente e sem aviso. Isso causa uma rápida perda de consciência (desmaio). Sem tratamento imediato com desfibrilação (um choque elétrico no coração), podem ocorrer danos cerebrais e morte.

As definições de morte súbita cardíaca e ataque cardíaco são completamente diferentes. Um ataque cardíaco é um problema de "encanamento" causado por um ou mais bloqueios nos vasos sanguíneos do coração que impedem o fluxo adequado. Uma pessoa que está tendo um ataque cardíaco está acordada e respirando.

A morte súbita cardíaca é definida como um problema elétrico, causado por uma arritmia (batimento cardíaco irregular) que impede o coração de bombear sangue para o cérebro e órgãos vitais. Uma pessoa com morte súbita cardíaca está inconsciente e sem respiração.

A cada 39 segundos, alguém morre de morte súbita cardíaca. 1 American Heart Association. Heart Disease and Stroke Statistics - 2014 Update. Circulation. 2014; 129:e28-292

O que causa a morte súbita cardíaca?

A morte súbita cardíaca pode atingir pessoas de qualquer idade, gênero, raça e até mesmo aquelas que aparentam estar com boa saúde. Sabe-se que atletas profissionais de classe mundial no auge da forma física morrem subitamente durante eventos esportivos. Geralmente, isso é resultado de uma morte súbita cardíaca.

A maioria dos casos de Morte súbita cardíaca é causada por um tipo de batimento cardíaco irregular (ou arritmia), conhecido como fibrilação ventricular. Os ventrículos são as câmaras inferiores do coração. Durante a fibrilação ventricular, essas câmaras batem muito rápida e irregularmente. Isso faz com que pouco ou nenhum sangue seja bombeado pelo corpo. Se não for tratada em alguns minutos, pode ocorrer morte.

Outras causas de morte súbita cardíaca podem ser o resultado de problemas com o sistema elétrico do coração. Se os sinais elétricos do coração ficarem lentos ou pararem, ou se o músculo cardíaco não responder a esses sinais elétricos, pode ocorrer uma morte súbita cardíaca.

Fatores de Risco

A maioria das doenças cardíacas e dos vasos sanguíneos pode levar à morte súbita cardíaca. Da mesma forma, muitos fatores de risco para doenças cardíacas também são fatores de risco para a morte súbita cardíaca. Os fatores de risco comuns incluem:

  • Um histórico familiar de doença coronariana
  • Hipertensão
  • Colesterol alto
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Estilo de vida sedentário
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Idade

Um parente de primeiro grau de alguém que sofreu morte súbita cardíaca tem mais do que o dobro do risco de morte primária.

Não há como saber o risco de morte súbita cardíaca; portanto, reduzir o risco geral é a melhor estratégia. Converse com seu médico sobre sua situação de saúde específica.

Sintomas da morte súbita cardíaca

O primeiro e frequentemente único sintoma da morte súbita cardíaca é a perda de consciência – devido à falta de sangue no cérebro. Embora geralmente não haja sinais de alerta antes da ocorrência de uma morte súbita cardíaca, alguns sintomas podem surgir com antecedência, como, por exemplo:

  • Fadiga ou fraqueza
  • Falta de ar
  • Desmaio
  • Tonturas ou vertigens
  • Palpitações cardíacas
  • Dor no peito

Algumas pessoas que supostamente morreram de "ataque cardíaco fulminante" podem, em vez disso, ter morrido de morte súbita cardíaca.

Tratamento da Morte súbita cardíaca (PCS)

morte súbita cardíaca é uma emergência médica. A maioria das pessoas que sofre uma Morte súbita cardíaca morre por causa disso - geralmente em minutos. O tratamento imediato com reanimação cardiopulmonar (RCP) e um desfibrilador (um dispositivo que envia um choque elétrico para o coração) pode salvar vidas.

Existem dois tipos de desfibriladores:

  • Um desfibrilador externo (AED) é um pequeno dispositivo portátil que usa placas de eletrodo para diagnosticar um ritmo cardíaco anormal e administrar um choque elétrico, se necessário. Desfibriladores externos são utilizados em locais públicos como escolas, aeroportos e hotéis. Espectadores não treinados podem usar esses dispositivos para aplicar um choque elétrico no tórax de alguém com morte súbita cardíaca.
  • Um cardioversor desfibrilador implantável (ICD, sigla do inglês implantable cardioverter defibrillator), como o Sistema S-ICD EMBLEM MRI, é um dispositivo implantado cirurgicamente que pode detectar batimentos cardíacos irregulares ou perigosos e aplicar choques salva-vidas para ajudar a retornar o ritmo ao normal.

Quais as chances de sobrevivência para uma pessoa que teve morte súbita cardíaca?

Mesmo nas melhores condições de resposta a emergências, a morte súbita cardíaca é uma condição difícil de tratar. Considere estes fatos:

  • Cerca de metade de todas as paradas cardíacas não são testemunhadas; a vítima estava sozinha2
  • Mais de 80% das paradas cardíacas ocorrem em casa ou em locais não públicos, como no escritório1
  • A sobrevida relatada de morte súbita cardíaca fora do hospital varia de 0% a 51%, com uma média nacional de apenas 8%

As chances de sobreviver a uma Morte súbita cardíaca diminuem em 7-10% a cada minuto que passa sem um choque salva-vidas. A boa notícia é que o tratamento imediato com reanimação cardiopulmonar (RCP) e um desfibrilador (um dispositivo que envia um choque elétrico ao coração) pode salvar vidas. Na verdade, demonstrou-se que a desfibrilação interrompe efetivamente 95% ou mais dos ritmos cardíacos perigosamente rápidos.

É possível ter morte súbita cardíaca mais de uma vez?

É importante saber que, se você já vivenciou uma morte súbita cardíaca, corre alto risco de ter outro episódio. Mas mesmo se você não teve uma morte súbita cardíaca, se você tem fatores de risco, seu médico pode recomendar o mesmo tipo de tratamento. 

Quer saber mais?

Para entender a extensão da situação, assista à gravação da live: “Morte súbita: O que é? Quais são os sintomas? Como prevenir?” e tire todas as suas dúvidas.

Aproveite para saber mais sobre a jornada de recuperação após a morte súbita cardíaca. Leia aqui a história real de um paciente e descubra como a vida pode ser transformada após esse tipo de experiência. 

Precauções de segurança para quem possui sistema de Estimulação da Medula Espinhal (SCS)

Sistema Nervoso

Precauções para uso seguro do sistema de estimulação medular

O seu sistema de Estimulação da Medula Espinhal (SCS - Spinal Cord Stimulator) é projetado para ajudar você a controlar a sua dor crônica para que você possa viver a vida ao máximo. Entretanto, é importante tomar algumas precauções de segurança para poder tirar o máximo do seu sistema. 

Operação de automóveis e outros equipamentos

Se ocorrerem mudanças súbitas à estimulação, elas podem distrair você da sua operação atenta. É por isso que é importante não operar automóveis, outros veículos motorizados ou quaisquer maquinários/equipamentos potencialmente perigosos com a estimulação terapêutica ligada. Desligue a estimulação primeiro antes de operar um veículo ou equipamento motorizado. 

Mudanças de postura

Mudanças de postura ou movimentos abruptos podem causar reduções ou aumentos dolorosos ou desconfortáveis no nível de estimulação percebido. Mantenha o controle remoto com você em todos os momentos e reduza ou desligue a estimulação antes de fazer mudanças de postura. Se ocorrerem sensações desagradáveis, a estimulação deve ser desligada imediatamente. 

Localização do estimulador

Nunca tente mudar a orientação ou “inverter” (rotacionar ou girar) o implante. Não “cutuque” ou brinque com o implante. Se o implante se inverter no seu corpo, ele não pode ser carregado. Se você souber que o dispositivo girou, ou se não for possível ligar a estimulação após carregar, entre em contato com o seu médico para marcar uma avaliação do sistema. Em alguns casos, a pele sobre o seu implante pode ficar muito fina com o passar do tempo. Se isso ocorrer, entre em contato com o seu médico. 

Localização do eletrodo

Em algumas instâncias, um eletrodo pode se mover da sua localização original e a estimulação no local de dor pretendido pode ser perdida. Se isso ocorrer, entre em contato com o seu médico. O seu médico pode ser capaz de restaurar a estimulação reprogramando o implante na clínica ou reposicionando o eletrodo durante outra cirurgia. 

Falha do dispositivo

Os implantes podem falhar a qualquer momento devido a uma falha de componente aleatória, perda de funcionalidade da bateria ou quebra do eletrodo. Se o dispositivo parar de funcionar mesmo após concluir o carregamento (até quatro horas), desligue o estimulador e entre em contato com o seu médico para que o sistema possa ser avaliado. 

Temperatura de operação

A temperatura de operação do estimulador de ensaio e do controle remoto é de 10-40 °C (50-104 °F). Para a operação apropriada, não utilize o carregador se a temperatura ambiente estiver superior a 35 °C (95 °F). 

Descarte de componentes

A bateria desses dispositivos pode explodir em fogo, então não descarte o controle remoto ou o carregador em fogo. Descarte baterias usadas de acordo com as regulamentações locais. O estimulador deve ser explantado no caso de cremação e devolvido à Boston Scientific. Dispositivos externos devem ser descartados de acordo com as exigências regulatórias locais. Entre em contato com o seu profissional da saúde para mais informações.

Agora que você se informou sobre Precauções de Segurança para quem possui Sistema de Estimulação da Medula Espinhal, aproveite para ver Procedimentos médicos que podem afetar quem possui sistema de Estimulação da Medula Espinhal.

E, se quiser saber mais sobre dor crônica e os possíveis tratamentos, acesse nossa página Existe Vida Sem Dor.

Saiba mais sobre o Saber da Saúde

Saber da Saúde é uma iniciativa da Boston ScientificTM com o objetivo de disseminar conhecimento científico sobre saúde para o maior número de brasileiros possível.

A desinformação não pode ser um obstáculo para o acesso à saúde. Acreditamos que com informação confiável, pacientes e redes de apoio podem tomar decisões com mais agilidade, obtendo diagnósticos mais cedo e buscando tratamentos cada vez mais eficazes, oferecendo suporte mais adequado para as condições de cada paciente.

Prêmio de Inovação em Engenharia Biomédica: ciência e tecnologia a favor do SUS

Histórias

Prêmio de Inovação em Engenharia Biomédica: o conhecimento científico a serviço do SUS

Numa iniciativa para aproximar a ciência da população, a Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica e a Boston Scientific se uniram para premiar inovações em engenharia biomédica que possam contribuir com o SUS e transformar a vida de quem depende do sistema público para cuidar de sua saúde.

Em sua terceira edição, o Prêmio de Inovação em Engenharia Biomédica para o SUS receberá inscrições de 29 de junho a 31 de julho de 2022. Este ano, apoiam a iniciativa os ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação; Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS); Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH); e Instituto de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

Estudantes, pesquisadores e qualquer profissional que desenvolva soluções inovadoras na área da engenharia biomédica para o SUS podem submeter seus trabalhos (TCCs, Trabalho Científicos, Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado), que serão avaliados por uma Comissão Julgadora formada por representantes das instituições parceiras. Os ganhadores serão anunciados em 30 de setembro e irão visitar o Centro de Produção, Pesquisa e Desenvolvimento da Boston Scientific na Costa Rica com todas as despesas pagas. A cerimônia de premiação ocorre no dia 27 de outubro durante o IX Congresso Latino-Americano de Engenharia Biomédica (CLAIB 2022).

Você pode ver como foram as premiações e os trabalhos vencedores das edições anteriores no YouTube: 

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Além disso, aqui no nosso blog, vamos contar a história dos quatro ganhadores do ano passado. Glaucya Wanderley Santos Markus, de Guaraí, no Tocantins, desenvolveu um software para acompanhar gestantes com sífilis. Mayla dos Santos Silva, de Viçosa, em Alagoas, criou uma base de dados para classificar e apoiar o diagnóstico de úlcera do pé diabético. Fábio Henrique Monteiro Oliveira, de Brasília, no Distrito Federal, venceu com seu projeto de sensores sem contato para avaliação dos sintomas motores da Doença de Parkinson; enquanto a Paula Santos, de Ribeirão Preto, em São Paulo, trabalhou num modelo computacional para sugerir diagnósticos de COVID-19 e outras doenças pulmonares. 

E você, qual projeto inovador vai inscrever? Acompanhe o nosso blog e participe do prêmio!

Marcelo Tas: Da Benzedeira ao Dr. Google

Histórias

Marcelo Tas: Da Benzedeira ao Dr. Google

Desafios e oportunidades da saúde na Internet

Quem nunca se consultou com o Dr. Google? É tentador ter uma dor e saber que toda informação do mundo está há um clique de distância. Parece simples ir atrás de um tratamento para doença ou sintoma. Só que não. Faz sentido clicar o smartphone para entender o que estamos sentindo dentro do corpo que está teclando? Não dá para negar. Viver sentado navegando no virtual distrai a percepção que temos até do nosso próprio corpo.

Na última década, a área da saúde, em particular a relação médico x paciente, foi absolutamente transformada. Sim, claro, em todas as áreas profissionais aconteceu o mesmo. Na saúde fica mais visível por dizer respeito diretamente ao que está diante de nós: a vida. Segundo pesquisa de 2019 do próprio Google 26% dos brasileiros recorrem primeiro ao buscador ao se deparar com um problema de saúde. Isto corresponde a aproximadamente um terço dos 134 milhões de usuários de internet no Brasil. O cruzamento de dados sugere que estamos falando de cerca de 44 milhões de brasileiros. É muita gente, mais que a população do Canadá.

 

ORÁCULOS ANALÓGICOS vs. DIGITAIS

Quando eu era moleque em Ituverava-SP, tive o privilégio de conhecer figuras preciosas, muito comuns nos interiores do Brasil, que cuidavam da saúde popular. É o caso de Dona Carmela, a benzedeira da cidade que dava diagnósticos e apoiava a quem a procurava. Geralmente, com problemas na saúde emocional, caso de uma “espinhela caída” ou “mal olhado”. Outra autoridade municipal era o balconista da farmácia. Com a barriga no balcão, ele ouvia as queixas e indicava remédios baseados nas receitas médicas que os mais previdentes levavam para adquirir seus medicamentos. Ou seja, o balconista dava um copy paste nas receitas alheias baseado puramente na conversinha mole que rolava na farmácia. Imagina o risco de diagnóstico que o povo corria. 

Diante da montanha de informação de hoje parece loucura consultar benzedeira ou qualquer outra figura que não seja da área de saúde para obter um diagnóstico ou saber mais sobre uma doença. Mas não dá para negar as semelhanças da realidade atual com as do tempo de quando eu era jovem e ainda tinha cabelos cacheados. Com o Dr. Google as possibilidades de ruídos e má qualidade de diagnóstico e tratamentos difusos tendem a crescer de forma exponencial.

Não há nada de incorreto no desejo em obter mais informação e conhecimento. Só que quando o assunto é saúde, a qualidade da informação é um fator a ser observado com rigor. Segundo estudo da Edith Cowan University (ECU), publicado no Medical Journal of Australia (2020), apenas 36% das vezes os buscadores encontram um diagnóstico de saúde correto como primeiro resultado. O risco de um diagnóstico errado é alto. Simplesmente, 74% das buscas encontram falhas nos primeiros resultados encontrados.

Parte da alta margem de erro no caso da saúde é devido ao contexto individual de cada diagnóstico. A outra parte é resultado da natureza colaborativa do fluxo de informação na Internet. As informações são publicadas por qualquer pessoa. Muitas vezes em grupos de confiança, como os de WhatsApp da família, onde a tendência é uma aceitação alta de tudo que é sugerido como “bom” ou “faz bem”. Na informação médica não há garantia alguma de qualquer curadoria que não seja acompanhada por um profissional de saúde para checar e validar os dados publicados.

Empresas e players do setor da saúde com compromisso com a informação de qualidade têm desenvolvido soluções para ajudar essa grande parcela da população que busca informações de saúde na Internet. Um deles é o projeto Saber da Saúde desenvolvido pela Boston Scientific Brasil. Trata-se de uma plataforma que democratiza informações de saúde com curadoria médica profissional de especialistas. O objetivo é desenvolver espaços de informação segura sobre saúde na Internet e disseminar conhecimento científico para o maior número de brasileiros possível.

Há informações sobre os principais sintomas, diagnósticos, tratamentos e formas de prevenção de condições clínicas que acometem o sistema nervoso, coração e sistema urinário, bem como relacionadas a tumores, cânceres e saúde sexual.

O volume de dados gigantesco e desestruturado sobre saúde na Internet é um grande desafio. Sabemos que a ausência de checagem e curadoria pode causar danos reais. Além do risco de diagnóstico errado e automedicação inapropriada, os oráculos digitais ainda estimulam outros efeitos colaterais da era moderna. Como o das doenças psicopatológicas ligadas ao espaço cibernético como por exemplo a Cibercondria. O termo surgiu nos anos 2000 para designar uma tendência da pessoa acreditar que tem propensão a adquirir todas as doenças sobre as quais encontrou na internet. É um tipo ansiedade específica e turbinada por buscas on-line relacionadas à saúde.

 

INFORMAÇÃO SEGURA

É crucial ficarmos atentos às fontes quando buscamos informações sobre saúde na rede. Lá estão lado a lado, de forma desorganizada e sem hierarquia, desde os palpites do balconista da farmácia até as mais recentes elucubrações da sua tia ou amigo sobre a cura de qualquer doença.

Saúde é um direito constitucional, assegurado no artigo 196 da Constituição Federal de 1988. A desinformação pode ser um grande obstáculo. Agradeço quem chegou até aqui e se anima a deixar a sua experiência em buscar informações na Internet. Eu citei a Boston Scientific e convido você a dividir outras iniciativas semelhantes que promovam informação segura de saúde na Internet. Vou ainda publicar abaixo os links que eu usei para escrever esse texto. Compartilhe à vontade!

E caso perceba algum sintoma de doença, procure um médico especialista. Desejo saúde e informação segura a todos. 

Texto originalmente publicado no LinkedIn do Marcelo Tas:
https://www.linkedin.com/pulse/da-benzendeira-ao-dr-google-marcelo-tas?trk=public_profile_article_view

Links das principais referências que usei para escrever o artigo:

https://www.eurekalert.org/news-releases/662440

chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://cetic.br/media/analises/tic_domicilios_2019_coletiva_imprensa.pdf

 https://www.populationpyramid.net/pt/popula%C3%A7%C3%A3o/2020/

https://ictq.com.br/pesquisa-do-ictq/786-pesquisa-autodiagnostico-medico-no-brasil-2018

https://is.gd/fnhVuP

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-lidera-aumento-das-pesquisas-por-temas-de-saude-no-google,70002714897

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-05/brasil-tem-134-milhoes-de-usuarios-de-internet-aponta-pesquisa

https://www.cnnbrasil.com.br/business/pesquisa-diz-que-9-em-cada-10-brasileiros-nao-podem-arcar-com-despesas-de-saude/ 

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/05/20/pesquisa-sintomas-na-internet-dr-google-acerta-apenas-13-das-vezes.htm

https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/4-em-cada-5-pessoas-procuram-conselhos-de-saude-na-internet-diz-pesquisa/

https://www.terra.com.br/noticias/dino/site-de-busca-tem-maior-procura-por-saude-no-brasil,e2fcb43604f161bcff057c70c05d711dywdfawir.html

https://veja.abril.com.br/saude/buscas-sobre-saude-na-internet-explodem-no-pais/

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