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Pé Diabético

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Um dos problemas mais comuns de quem tem diabetes, essas alterações precisam ser cuidadas antes que se tornem uma complicação séria nos membros inferiores

Pé diabético, as úlceras que comprometem o bem-estar e a qualidade de vida

Apesar de o diabetes ser uma doença bastante conhecida1 – você deve ter um amigo ou um familiar que convive com essa condição clínica –, não é todo mundo que sabe que, se não cuidada, ela tem consequências graves.

O pé diabético é uma delas e é caracterizado por uma série de alterações que acometem a saúde do membro, como o comprometimento do formato, da circulação sanguínea, da sensibilidade e da motricidade.

Quais são os fatores de risco para o pé diabético?

As altas taxas de glicemia no sangue são as vilãs do diabetes e podem provocar neuropatia, ou seja, danos nos nervos motores e sensitivos e no sistema nervoso autônomo. Quando isso acontece, há falta de sensibilidade para dor ou qualquer incômodo no pé (por exemplo, um machucado ou um sapato desconfortável), perda de massa muscular e surgimento de fraqueza, fatores que acarretam a deformação dos dedos. Além disso, por causa da diminuição da secreção de suor, a pele fica ressecada e vulnerável ao surgimento de rachaduras.

Com esse quadro instalado, a cicatrização de feridas torna-se mais difícil, provocando úlceras e infecções que, se não tratadas, levam à amputação do pé. Os números indicam que o pé diabético exige atenção máxima: 11,4% dos diabéticos têm neuropatia e são realizadas, em média, 46 amputações por dia decorrentes da doença2.

Quais são os sintomas do pé diabético?

Os diabéticos devem ficar atentos aos sinais 3e4 e que os membros inferiores dão quando algo não vai bem:

  • Sensação de formigamento e dormência.
  • Surgimento de deformidades nas unhas, feridas ou calos.
  • Mudança no formato dos dedos, que passam a ficar em garras.
  • Perda de mobilidade dos pés e tornozelos.
  • Perda de força muscular.
  • Perda da sensibilidade.
  • Sensação de agulhadas nos pés e nas pernas.
  • Dor que aparece de repente.
  • Perda da hidratação da pele, que fica ressecada e com rachaduras.

Quando esses sintomas não são observados a tempo, é comum surgirem as úlceras: feridas extensas muitas vezes difíceis de cicatrizar (algumas não são curadas) e que provocam a morte do tecido na região.

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Por que o pé diabético não cicatriza?

A conta é simples: uma úlcera ou infecção ativa somada à glicemia elevada é igual à dificuldade de cicatrização. Por isso, o controle da doença é fundamental

 

O processo de cicatrização requer um bom controle metabólico. É justamente por isso que, dentre as patologias que mais interferem na recuperação de feridas, apareça o diabetes1.

“Quando o diabetes está descompensado e a glicemia, elevada no sangue, as células de defesa chamadas macrófagos diminuem de circulação. Dessa forma, o organismo perde a capacidade de eliminar células ou agentes invasores estranhos. É por isso que as úlceras nos pés desse paciente estão sempre infectadas”, explica Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Outro ponto é que o diabetes descompensado pode estreitar os vasos sanguíneos, diminuindo a circulação sanguínea nos pés e, também, prejudicando o processo de cicatrização, lembra Roseanne. “Isso não significa que pacientes com diabetes não controlado não cicatrizem suas feridas. Mas que esse processo será muito mais lento do que em pessoas com a doença controlada.”

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Balão farmacológico: o dispositivo que viabiliza a circulação sanguínea em pacientes com pé diabético

Fique atento aos sintomas de pé diabético

Por isso, é importantíssimo estar atento a alguns sinais que podem indicar uma demora na cicatrização e sempre pedir para que o médico examine seus pés durante a consulta:

  • Avalie se os pés estão com um cheiro ruim forte
  • Note também a existência, ou não, de secreções amarelas ou verdes
  • Veja se ao redor da ferida no pé há uma área avermelhada
  • Verifique se está com febre acima dos 37,5 ºC

Em qualquer um desses casos, o melhor a fazer é buscar ajuda médica o quanto antes. “O paciente com pé diabético que notar uma infecção deve ir imediatamente ao pronto-socorro para ser avaliado e, em muitos casos, tomar antibióticos. Aqueles que optam por aguardar, podem ter que enfrentar uma amputação no futuro”, resume Roseanne.

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

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Pé diabético: conheça as opções de tratamento e quando buscar ajuda médica

Sistema Circulatório

Pé diabético: conheça os tratamentos disponíveis

Uma pequena úlcera aparente pode ser a ponta do iceberg de uma infecção maior, que já se formou. Por isso, busque o serviço de saúde ao notar algo diferente

 

Todas as modificações no pé da pessoa com diabetes, ou no formato, que pode ainda se agravar com o desenvolvimento de infecção local, recebem o nome de pé diabético1.

O quadro, que pode evoluir para diferentes graus de infecção, deve ser acompanhado de perto pela equipe médica, para evitar que evolua para uma complicação grave, que resulte na amputação do membro.

“Todo o paciente com pé diabético precisa estar atento à evolução de seu quadro e procurar o serviço de saúde sempre que notar sinais como dedos dos pés pretos (gangrena), úlcera com secreção amarela ou verde e/ou micoses entre os dedos dos pés”, enfatiza Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

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Por que o pé diabético não cicatriza
Como identificar e diagnosticar o Pé Diabético

Entenda o tratamento para o Pé Diabético

No serviço de saúde, a equipe deve seguir o atendimento baseado em um modelo de atenção integral, que inclui educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global. O objetivo maior é sempre a prevenção de infecções e a restauração funcional do pé2.

“Também pode acontecer de a equipe prescrever antibióticos como uma primeira terapia. Mas, há casos mais graves, que podem necessitar até mesmo de intervenção cirúrgica”, conta a médica.

Entre as opções cirúrgicas, destaque para os seguintes procedimentos3:

  • Revascularização do membro: Quando acontece uma obstrução arterial, esse procedimento costuma ser feito. Ele pode ocorrer por meio de derivações arteriais (pontes) ou por cirurgia endovascular, através de angioplastia (dilatação da artéria com balão), associada ou não à colocação de um stent.
  • Remoção de tecido em decomposição
  • Estabilização cirúrgica das alterações ósseas, quando não estão infectadas.
  • Amputação: Essa cirurgia muitas vezes é necessária para o tratamento de osteomielite (infecção óssea), podendo ser de um único dedo, partes do pé ou até mesmo amputação da perna abaixo do joelho.

Lembre-se sempre de pedir para que o médico examine seus pés durante as consultas e, caso a doença já tenha se instalado, discuta com ele o melhor procedimento para o seu caso.

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

 

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Conheça 6 fatores de risco para o tromboembolismo

Sistema Circulatório

Tromboembolismo: conheça 6 fatores de risco

Condição desencadeia a trombose venosa profunda que, se não for tratada a tempo, pode ter consequências sérias ao paciente

 

Talvez você esteja familiarizado com a consequência, mas não saiba o nome da causa. Porém o tromboembolismo venoso é a situação em que o sangue coagula no interior das principais veias do corpo, formando a chamada "trombose venosa", que ocorre principalmente nas veias profundas dos membros inferiores. No Brasil, são mais de 180 mil diagnósticos da doença por ano1.

Nessa condição clínica, o coágulo pode se desprender de seu local de origem, iniciar um deslocamento e seguir diretamente para os pulmões, ocasionando uma embolia pulmonar. Segundo o professor Dr. Valter Castelli Júnior, do departamento de Cirurgia do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCVMSCSP), a embolia pulmonar pode acontecer em até 15% dos casos de trombose venosa profunda. No caso da embolia pulmonar, o coágulo bloqueia a passagem de sangue pela artéria do pulmão, colocando a vida do paciente em risco devido à dificuldade respiratória, que pode culminar em insuficiência respiratória aguda e levar à morte.

"É certo que não fomos postos neste mundo para sermos sedentários. O sentido do sangue nas coxas é ascendente, de baixo para cima. Somos bípedes e ficamos grande parte do tempo sentados ou em pé e, por ação da gravidade, isso dificulta o retorno do sangue venoso aos pulmões", explica.

Fatores de risco do tromboembolismo

Conheça alguns fatores de risco para incidência da trombose venosa profunda:

Situações em que é preciso passar muito tempo sentado, deitado ou em pé

Seja no ambiente de trabalho, quando muitas pessoas ficam sentadas por longos períodos na mesma posição, ou mesmo no caso de pacientes acamados, restritos em leitos ou cadeiras. Castelli Júnior também alerta para viagens e voos de longa duração.

Aumento da coagulação sanguínea

Como em casos de pós-operatório, principalmente em cirurgias ortopédicas, no abdômen ou neurológicas de grande porte.

Envelhecimento

"Quanto mais idoso o indivíduo, maior a incidência, embora também possa acontecer com adolescentes e adultos". Isso também porque pessoas idosas tendem a andar e se movimentar menos.

Uso de hormônios orais ou injetáveis por períodos prolongados

Mulheres adultas que fazem uso de anticoncepcionais estão mais sujeitas à ocorrência de trombose, já que hormônios como o estrógeno podem aumentar a coagulação do sangue. A mesma lógica vale para o uso de anabolizantes, que possuem hormônios semelhantes aos dos anticoncepcionais. "O fígado começa a trabalhar produzindo muita massa muscular, muitas proteínas e isso também age na coagulação do sangue".

Câncer

A segunda maior causa de mortes no mundo é, também, um fator de risco para a trombose venosa profunda, já que as células cancerígenas aumentam muito a coagulação sanguínea.

Veja mais sobre Cânceres e Tumores

Outros quadros clínicos

Além do câncer, outras condições podem aumentar consideravelmente os riscos de trombose, como doença renal crônica, hipertensão pulmonar, pacientes que tiveram AVC e distúrbios pulmonares, como enfisema, bronquite crônica, asma e doenças pulmonares obstrutivas crônicas.

Quadro clínico e tratamento

Os primeiros sintomas da trombose costumam estar associados a uma dor localizada na panturrilha, de baixa intensidade, mas que dificulta o caminhar e promove o inchaço da perna. No geral, somente um dos membros é afetado por esses sintomas.

"A maior parte dos pacientes só pensa em procurar o médico dias depois dos primeiros quadros de dor, ou depois que o inchaço aumentou. Dependendo do caso, o médico pode fazer o diagnóstico clinicamente e o tratamento medicamentoso é iniciado imediatamente".

No geral, o tratamento com remédios é iniciado no hospital e depois o paciente é liberado para casa, onde segue com o uso de medicamentos anticoagulantes por tempo variável e meias de compressão, que evitam o inchaço e melhoram o fluxo de sangue no sentido ascendente. "Os pacientes costumam retomar suas atividades habituais sem sequelas. No entanto, alguns podem evoluir com inchaço residual na perna se o tratamento não for bem conduzido".

Prevenção ainda é o melhor remédio

A melhor forma de prevenir a ocorrência da trombose venosa profunda é evitar seus fatores de risco. Por isso, é recomendado realizar atividades físicas com frequência, se movimentar sempre que possível para evitar longos períodos na mesma posição, ter cuidado com o uso de anticoncepcionais e, também, parar de fumar, já que o tabagismo pode intensificar outros quadros de predisposição da doença.

"A atividade física aeróbica é fundamental para a nossa saúde. Ela propicia uma boa amplitude respiratória, aspirando sangue das pernas e promovendo a contração muscular, que é responsável por massagear o sangue do sistema venoso, imprimindo maior velocidade de retorno", destaca o especialista.

Agora que você se informou sobre tromboembolismo, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Sistema Circulatório.

 

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Pé diabético: você sabe o que é isso?

Sistema Circulatório

Pé diabético: você sabe o que é isso?

O que uma doença metabólica tem a ver com os pés? Tudo. A falta de controle da glicemia causa dor e feridas que, se não cuidadas, podem levar à amputação

 

A falta de um bom controle do diabetes não causa apenas episódios de hipo ou hiperglicemia. Quem vive com as taxas de glicemia elevadas pode estar colocando todo o corpo em risco, até mesmo os pés. Tal complicação, que chega a atingir 25% dos pacientes com diabetes1, recebe o nome de pé diabético.

O grande vilão é a glicemia aumentada que, nos membros inferiores, provoca a chamada neuropatia periférica, uma doença que atinge os nervos dos pés e altera tanto a sensibilidade como os movimentos. Outro problema comum é a doença arterial periférica que pode provocar a obstrução das artérias do pé, reduzindo o fluxo de sangue na região, causando dor e feridas que podem ter uma cicatrização bastante lenta. Há ainda o risco de ocorrerem infecções associadas nos pés, bem como úlceras2.

O pé diabético é uma complicação grave do diabetes e, se não tratado adequadamente, pode resultar na amputação do membro. Segundo Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os homens têm 1,2 vez mais chances de ter doença arterial periférica e, portanto, maior chance de amputação do que as mulheres.

Conheça os sintomas do pé diabético

Para evitar esse desfecho, é preciso estar atento aos sintomas do pé diabético e buscar atendimento médico o quanto antes. São eles3:

  • Formigamento
  • Perda da sensibilidade local
  • Dores
  • Queimação nos pés e nas pernas
  • Sensação de agulhadas
  • Dormência
  • Fraqueza nas pernas

É importante frisar que os sintomas podem piorar à noite, quando a pessoa vai se deitar.

É mais comum o paciente buscar ajuda médica apenas quando já está em um estágio avançado, normalmente com uma ferida ou uma infecção ativa, o que torna o tratamento do pé diabético muito mais difícil4. Portanto, esteja atento aos primeiros sinais e peça sempre para o médico examinar seus pés, como forma de obter diagnóstico precoce e preservar sua saúde.

Veja também:

Pé diabético dá para prevenir
Por que o pé diabético fica dormente
Por que o pé diabético não cicatriza
Como identificar e diagnosticar o Pé Diabético

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

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Como é feito o diagnóstico do pé diabético?

Todas as pessoas com diabetes devem sempre prestar atenção na saúde de seus pés. Parece um cuidado corriqueiro, mas, para quem convive com a doença, ele é obrigatório e garantia de que nenhuma complicação surgirá. Se notar qualquer alteração, como falta de sensibilidade ou a pele com uma coloração diferente da normal, é preciso procurar um especialista com urgência.

Mesmo quem não apresenta sintomas evidentes de pé diabético deve ser avaliado anualmente pelo médico para checar se a condição não está se instalando nos membros inferiores, já que as alterações podem ser silenciosas.

Além do exame físico, durante o qual o médico confere a cor, temperatura e hidratação da pele, se há alguma dor ou desconforto ou ferida, a sensibilidade é também monitorada.

Os testes Semmes-Weinstein com monofilamento de 10 g, de diapasão de 128 Hz, reflexo de Aquileu e percepção de picadas5 vão indicar se a sensibilidade na região está ou não comprometida. Quando eles não estão disponíveis, é possível realizar o Ipswich Touch Test6. Nesse exame, o especialista toca suavemente o hálux (dedão), o terceiro e o quinto dedo de cada pé: se o paciente não sentir dois ou mais toques, provavelmente sua sensibilidade está alterada e o risco de surgirem ulcerações é maior.

Quais são os tratamentos para o pé diabético?

A gravidade da ferida dita o tipo de tratamento a ser realizado. Quando a lesão não está infeccionada, os cuidados são mais simples, como higiene e uso de curativos. Se há infecção, é necessário tomar antibióticos e, em alguns casos, são indicados medicamentos que ativem a circulação sanguínea nos membros inferiores7. A cirurgia é recomendada quando é preciso remover a pele machucada e estimular a cicatrização. Por fim, nas situações mais graves, é preciso amputar o pé ou parte dele.

As altas taxas de glicemia no sangue são as vilãs do diabetes e podem provocar neuropatia, ou seja, danos nos nervos motores e sensitivos e no sistema nervoso autônomo. Quando isso acontece, há falta de sensibilidade para dor ou qualquer incômodo no pé (por exemplo, um machucado ou um sapato desconfortável), perda de massa muscular e surgimento de fraqueza, fatores que acarretam a deformação dos dedos. Além disso, por causa da diminuição da secreção de suor, a pele fica ressecada e vulnerável ao surgimento de rachaduras.

Com esse quadro instalado, a cicatrização de feridas torna-se mais difícil, provocando úlceras e infecções que, se não tratadas, levam à amputação do pé. Os números indicam que o pé diabético exige atenção máxima: 11,4% dos diabéticos têm neuropatia e são realizadas, em média, 46 amputações por dia decorrentes da doença2.

Os diabéticos devem ficar atentos aos sinais 3e4 e que os membros inferiores dão quando algo não vai bem:

  • Sensação de formigamento e dormência.
  • Surgimento de deformidades nas unhas, feridas ou calos.
  • Mudança no formato dos dedos, que passam a ficar em garras.
  • Perda de mobilidade dos pés e tornozelos.
  • Perda de força muscular.
  • Perda da sensibilidade.
  • Sensação de agulhadas nos pés e nas pernas.
  • Dor que aparece de repente.
  • Perda da hidratação da pele, que fica ressecada e com rachaduras.

Quando esses sintomas não são observados a tempo, é comum surgirem as úlceras: feridas extensas muitas vezes difíceis de cicatrizar (algumas não são curadas) e que provocam a morte do tecido na região.

Todas as pessoas com diabetes devem sempre prestar atenção na saúde de seus pés. Parece um cuidado corriqueiro, mas, para quem convive com a doença, ele é obrigatório e garantia de que nenhuma complicação surgirá. Se notar qualquer alteração, como falta de sensibilidade ou a pele com uma coloração diferente da normal, é preciso procurar um especialista com urgência.

Mesmo quem não apresenta sintomas evidentes de pé diabético deve ser avaliado anualmente pelo médico para checar se a condição não está se instalando nos membros inferiores, já que as alterações podem ser silenciosas.

Além do exame físico, durante o qual o médico confere a cor, temperatura e hidratação da pele, se há alguma dor ou desconforto ou ferida, a sensibilidade é também monitorada.

Os testes Semmes-Weinstein com monofilamento de 10 g, de diapasão de 128 Hz, reflexo de Aquileu e percepção de picadas5 vão indicar se a sensibilidade na região está ou não comprometida. Quando eles não estão disponíveis, é possível realizar o Ipswich Touch Test6. Nesse exame, o especialista toca suavemente o hálux (dedão), o terceiro e o quinto dedo de cada pé: se o paciente não sentir dois ou mais toques, provavelmente sua sensibilidade está alterada e o risco de surgirem ulcerações é maior.

A gravidade da ferida dita o tipo de tratamento a ser realizado. Quando a lesão não está infeccionada, os cuidados são mais simples, como higiene e uso de curativos. Se há infecção, é necessário tomar antibióticos e, em alguns casos, são indicados medicamentos que ativem a circulação sanguínea nos membros inferiores7. A cirurgia é recomendada quando é preciso remover a pele machucada e estimular a cicatrização. Por fim, nas situações mais graves, é preciso amputar o pé ou parte dele.

Quando se fala em pé diabético, vale a máxima popular “prevenir é o melhor remédio”. Entre as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes8 , a prevenção é valorizada e o autocuidado figura como uma das principais recomendações para se evitar a complicação.

A primeira atenção é com a higiene da região: ela deve ser lavada e seca (principalmente os vãos entre os dedos) todos os dias a fim de se evitar micoses e infecções. A hidratação também é importante, bem como cortar as unhas de forma reta e fazer uma inspeção (de cinco a sete dias por semana) para conferir se não há sinais de feridas, calosidades ou qualquer fissura.

Os especialistas ainda recomendam o uso de sapatos confortáveis e adequados. Chinelos e calçados abertos devem ser evitados (já que os pés ficam expostos e mais propensos a lesões e machucados) e, dependendo do caso, o uso de palmilhas é indicado para melhorar e uniformizar a pressão plantar (na sola do pé). Atividades físicas também não ficam de fora: alongamentos e movimentos que estimulam a circulação sanguínea devem ser praticados. Aliás, são tão essenciais para quem tem pé diabético que uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) criou o SoPeD, o Sistema de Orientação ao Pé Diabético (SoPeD) com o objetivo de personalizar um programa de exercícios para os pés e tornozelos de pessoas com Diabetes Mellitus, considerando as condições de cada indivíduo9 . Mais informações sobre este programa estão disponíveis em: https://soped.com.br/

Diversas organizações no Brasil podem ajudar você, seu familiar ou seu cuidador a entender e controlar o diabetes e evitar as complicações do pé diabético. Conte com elas para saber mais, trocar experiências e obter suporte, seja para o paciente ou para a família.

Como prevenir o pé diabético?

Quando se fala em pé diabético, vale a máxima popular “prevenir é o melhor remédio”. Entre as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes8 , a prevenção é valorizada e o autocuidado figura como uma das principais recomendações para se evitar a complicação.

A primeira atenção é com a higiene da região: ela deve ser lavada e seca (principalmente os vãos entre os dedos) todos os dias a fim de se evitar micoses e infecções. A hidratação também é importante, bem como cortar as unhas de forma reta e fazer uma inspeção (de cinco a sete dias por semana) para conferir se não há sinais de feridas, calosidades ou qualquer fissura.

Os especialistas ainda recomendam o uso de sapatos confortáveis e adequados. Chinelos e calçados abertos devem ser evitados (já que os pés ficam expostos e mais propensos a lesões e machucados) e, dependendo do caso, o uso de palmilhas é indicado para melhorar e uniformizar a pressão plantar (na sola do pé). Atividades físicas também não ficam de fora: alongamentos e movimentos que estimulam a circulação sanguínea devem ser praticados. Aliás, são tão essenciais para quem tem pé diabético que uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) criou o SoPeD, o Sistema de Orientação ao Pé Diabético (SoPeD) com o objetivo de personalizar um programa de exercícios para os pés e tornozelos de pessoas com Diabetes Mellitus, considerando as condições de cada indivíduo9 . Mais informações sobre este programa estão disponíveis em: https://soped.com.br/

Recursos

Diversas organizações no Brasil podem ajudar você, seu familiar ou seu cuidador a entender e controlar o diabetes e evitar as complicações do pé diabético. Conte com elas para saber mais, trocar experiências e obter suporte, seja para o paciente ou para a família.

FONTES

Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Edição 2023: https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-e-prevencao-de-ulceras-no-pe-diabetico/

Manual de cuidados com os pés para pessoas com diabetes (Sociedade Brasileira de Diabetes): https://materiais.diabetes.org.br/e-book-cuidado-com-os-pes

Manual do pé diabético – Ministério da Saúde: https://www.as.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/manual_do_pe_diabetico.pdf

Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) – Pé diabético: https://sbacvsp.com.br/pe-diabetico/

Sociedade Brasileira de Diabetes: diabetes.org.br

Sistema de Orientação ao Pé Diabético (SoPeD): https://soped.com.br/

1 Segundo a última edição do IDF Diabetes Atlas 2021, um em cada 10 adultos tem diabetes e, até 2045, serão 783 milhões de pessoas com a doença. IDF Diabetes Atlas. Disponível em: https://diabetesatlas.org/atlas/tenth-edition/ Acesso em: 6 dez. 2023.

2 IDF Diabetes Atlas 2021. Disponível em: Brazil diabetes report 2000 — 2045 (diabetesatlas.org). Acesso em: 6 dez. 2023.

3 Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Pé diabético. Disponível em: https://sbacvsp.com.br/pe-diabetico/. Acesso em: 6 dez. 2023.

4 Diabetes Play. Tecnologias de saúde no cuidado da pessoa com pé diabético: SISPED e SOPeD. Disponível em: https://diabetesplay.com.br/?s=p%C3%A9+diab%C3%A9tico

5 Brito JFP, Bezerra SMG, Oliveira AC, Sousa LS, Silva EB, Rocha ESB. Alterações sensório-motoras e fatores associados em pacientes com diabetes mellitus. Texto Contexto Enferm [Internet]. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2018-0508 Acesso em: 6 dez. 2023.

6 Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Como avaliar os pés dos pacientes diabéticos? É indispensável usar monofilamento para testar sensibilidade? Disponível em: https://aps-repo.bvs.br/aps/como-avaliar-os-pes-dos-pacientes-diabeticos-e-indispensavel-usar-monofilamento-para-testar-sensibilidade/. Acesso em: 6 dez. 2023.

7 Escola Paulista de Medicina. Pé diabético: a simples ferida que pode virar um problema sério. Disponível em: Pé diabético: a simples ferida que pode virar um problema sério - Escola Paulista de Medicina - EPM (unifesp.br). Acesso em: 6 dez. 2023.

8 Sociedade Brasileira de Diabetes. Diagnóstico e prevenção de úlceras no pé diabético. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-e-prevencao-de-ulceras-no-pe-diabetico/ Acesso em: 7 dez. 2023.

9 SoPeD. Sistema de Orientação ao Pé Diabético. Disponível em: https://soped.com.br/ Acesso em: 7 dez. 2023.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

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O processo de cicatrização requer um bom controle metabólico. É justamente por isso que, dentre as patologias que mais interferem na recuperação de feridas, apareça o diabetes1.

“Quando o diabetes está descompensado e a glicemia, elevada no sangue, as células de defesa chamadas macrófagos diminuem de circulação. Dessa forma, o organismo perde a capacidade de eliminar células ou agentes invasores estranhos. É por isso que as úlceras nos pés desse paciente estão sempre infectadas”, explica Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Outro ponto é que o diabetes descompensado pode estreitar os vasos sanguíneos, diminuindo a circulação sanguínea nos pés e, também, prejudicando o processo de cicatrização, lembra Roseanne. “Isso não significa que pacientes com diabetes não controlado não cicatrizem suas feridas. Mas que esse processo será muito mais lento do que em pessoas com a doença controlada.”

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Por isso, é importantíssimo estar atento a alguns sinais que podem indicar uma demora na cicatrização e sempre pedir para que o médico examine seus pés durante a consulta:

  • Avalie se os pés estão com um cheiro ruim forte
  • Note também a existência, ou não, de secreções amarelas ou verdes
  • Veja se ao redor da ferida no pé há uma área avermelhada
  • Verifique se está com febre acima dos 37,5 ºC

Em qualquer um desses casos, o melhor a fazer é buscar ajuda médica o quanto antes. “O paciente com pé diabético que notar uma infecção deve ir imediatamente ao pronto-socorro para ser avaliado e, em muitos casos, tomar antibióticos. Aqueles que optam por aguardar, podem ter que enfrentar uma amputação no futuro”, resume Roseanne.

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde.

ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

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Pé diabético: conheça as opções de tratamento e quando buscar ajuda médica

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Pé diabético: conheça os tratamentos disponíveis

Uma pequena úlcera aparente pode ser a ponta do iceberg de uma infecção maior, que já se formou. Por isso, busque o serviço de saúde ao notar algo diferente

 

Todas as modificações no pé da pessoa com diabetes, ou no formato, que pode ainda se agravar com o desenvolvimento de infecção local, recebem o nome de pé diabético1.

O quadro, que pode evoluir para diferentes graus de infecção, deve ser acompanhado de perto pela equipe médica, para evitar que evolua para uma complicação grave, que resulte na amputação do membro.

“Todo o paciente com pé diabético precisa estar atento à evolução de seu quadro e procurar o serviço de saúde sempre que notar sinais como dedos dos pés pretos (gangrena), úlcera com secreção amarela ou verde e/ou micoses entre os dedos dos pés”, enfatiza Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Veja também:

Pé diabético dá para prevenir
Por que o pé diabético fica dormente
Por que o pé diabético não cicatriza
Como identificar e diagnosticar o Pé Diabético

Entenda o tratamento para o Pé Diabético

No serviço de saúde, a equipe deve seguir o atendimento baseado em um modelo de atenção integral, que inclui educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global. O objetivo maior é sempre a prevenção de infecções e a restauração funcional do pé2.

“Também pode acontecer de a equipe prescrever antibióticos como uma primeira terapia. Mas, há casos mais graves, que podem necessitar até mesmo de intervenção cirúrgica”, conta a médica.

Entre as opções cirúrgicas, destaque para os seguintes procedimentos3:

  • Revascularização do membro: Quando acontece uma obstrução arterial, esse procedimento costuma ser feito. Ele pode ocorrer por meio de derivações arteriais (pontes) ou por cirurgia endovascular, através de angioplastia (dilatação da artéria com balão), associada ou não à colocação de um stent.
  • Remoção de tecido em decomposição
  • Estabilização cirúrgica das alterações ósseas, quando não estão infectadas.
  • Amputação: Essa cirurgia muitas vezes é necessária para o tratamento de osteomielite (infecção óssea), podendo ser de um único dedo, partes do pé ou até mesmo amputação da perna abaixo do joelho.

Lembre-se sempre de pedir para que o médico examine seus pés durante as consultas e, caso a doença já tenha se instalado, discuta com ele o melhor procedimento para o seu caso.

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

 

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Conheça 6 fatores de risco para o tromboembolismo

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Tromboembolismo: conheça 6 fatores de risco

Condição desencadeia a trombose venosa profunda que, se não for tratada a tempo, pode ter consequências sérias ao paciente

 

Talvez você esteja familiarizado com a consequência, mas não saiba o nome da causa. Porém o tromboembolismo venoso é a situação em que o sangue coagula no interior das principais veias do corpo, formando a chamada "trombose venosa", que ocorre principalmente nas veias profundas dos membros inferiores. No Brasil, são mais de 180 mil diagnósticos da doença por ano1.

Nessa condição clínica, o coágulo pode se desprender de seu local de origem, iniciar um deslocamento e seguir diretamente para os pulmões, ocasionando uma embolia pulmonar. Segundo o professor Dr. Valter Castelli Júnior, do departamento de Cirurgia do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCVMSCSP), a embolia pulmonar pode acontecer em até 15% dos casos de trombose venosa profunda. No caso da embolia pulmonar, o coágulo bloqueia a passagem de sangue pela artéria do pulmão, colocando a vida do paciente em risco devido à dificuldade respiratória, que pode culminar em insuficiência respiratória aguda e levar à morte.

"É certo que não fomos postos neste mundo para sermos sedentários. O sentido do sangue nas coxas é ascendente, de baixo para cima. Somos bípedes e ficamos grande parte do tempo sentados ou em pé e, por ação da gravidade, isso dificulta o retorno do sangue venoso aos pulmões", explica.

Fatores de risco do tromboembolismo

Conheça alguns fatores de risco para incidência da trombose venosa profunda:

Situações em que é preciso passar muito tempo sentado, deitado ou em pé

Seja no ambiente de trabalho, quando muitas pessoas ficam sentadas por longos períodos na mesma posição, ou mesmo no caso de pacientes acamados, restritos em leitos ou cadeiras. Castelli Júnior também alerta para viagens e voos de longa duração.

Aumento da coagulação sanguínea

Como em casos de pós-operatório, principalmente em cirurgias ortopédicas, no abdômen ou neurológicas de grande porte.

Envelhecimento

"Quanto mais idoso o indivíduo, maior a incidência, embora também possa acontecer com adolescentes e adultos". Isso também porque pessoas idosas tendem a andar e se movimentar menos.

Uso de hormônios orais ou injetáveis por períodos prolongados

Mulheres adultas que fazem uso de anticoncepcionais estão mais sujeitas à ocorrência de trombose, já que hormônios como o estrógeno podem aumentar a coagulação do sangue. A mesma lógica vale para o uso de anabolizantes, que possuem hormônios semelhantes aos dos anticoncepcionais. "O fígado começa a trabalhar produzindo muita massa muscular, muitas proteínas e isso também age na coagulação do sangue".

Câncer

A segunda maior causa de mortes no mundo é, também, um fator de risco para a trombose venosa profunda, já que as células cancerígenas aumentam muito a coagulação sanguínea.

Veja mais sobre Cânceres e Tumores

Outros quadros clínicos

Além do câncer, outras condições podem aumentar consideravelmente os riscos de trombose, como doença renal crônica, hipertensão pulmonar, pacientes que tiveram AVC e distúrbios pulmonares, como enfisema, bronquite crônica, asma e doenças pulmonares obstrutivas crônicas.

Quadro clínico e tratamento

Os primeiros sintomas da trombose costumam estar associados a uma dor localizada na panturrilha, de baixa intensidade, mas que dificulta o caminhar e promove o inchaço da perna. No geral, somente um dos membros é afetado por esses sintomas.

"A maior parte dos pacientes só pensa em procurar o médico dias depois dos primeiros quadros de dor, ou depois que o inchaço aumentou. Dependendo do caso, o médico pode fazer o diagnóstico clinicamente e o tratamento medicamentoso é iniciado imediatamente".

No geral, o tratamento com remédios é iniciado no hospital e depois o paciente é liberado para casa, onde segue com o uso de medicamentos anticoagulantes por tempo variável e meias de compressão, que evitam o inchaço e melhoram o fluxo de sangue no sentido ascendente. "Os pacientes costumam retomar suas atividades habituais sem sequelas. No entanto, alguns podem evoluir com inchaço residual na perna se o tratamento não for bem conduzido".

Prevenção ainda é o melhor remédio

A melhor forma de prevenir a ocorrência da trombose venosa profunda é evitar seus fatores de risco. Por isso, é recomendado realizar atividades físicas com frequência, se movimentar sempre que possível para evitar longos períodos na mesma posição, ter cuidado com o uso de anticoncepcionais e, também, parar de fumar, já que o tabagismo pode intensificar outros quadros de predisposição da doença.

"A atividade física aeróbica é fundamental para a nossa saúde. Ela propicia uma boa amplitude respiratória, aspirando sangue das pernas e promovendo a contração muscular, que é responsável por massagear o sangue do sistema venoso, imprimindo maior velocidade de retorno", destaca o especialista.

Agora que você se informou sobre tromboembolismo, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Sistema Circulatório.

 

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Pé diabético: você sabe o que é isso?

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Pé diabético: você sabe o que é isso?

O que uma doença metabólica tem a ver com os pés? Tudo. A falta de controle da glicemia causa dor e feridas que, se não cuidadas, podem levar à amputação

 

A falta de um bom controle do diabetes não causa apenas episódios de hipo ou hiperglicemia. Quem vive com as taxas de glicemia elevadas pode estar colocando todo o corpo em risco, até mesmo os pés. Tal complicação, que chega a atingir 25% dos pacientes com diabetes1, recebe o nome de pé diabético.

O grande vilão é a glicemia aumentada que, nos membros inferiores, provoca a chamada neuropatia periférica, uma doença que atinge os nervos dos pés e altera tanto a sensibilidade como os movimentos. Outro problema comum é a doença arterial periférica que pode provocar a obstrução das artérias do pé, reduzindo o fluxo de sangue na região, causando dor e feridas que podem ter uma cicatrização bastante lenta. Há ainda o risco de ocorrerem infecções associadas nos pés, bem como úlceras2.

O pé diabético é uma complicação grave do diabetes e, se não tratado adequadamente, pode resultar na amputação do membro. Segundo Roseanne Montargil Rocha, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os homens têm 1,2 vez mais chances de ter doença arterial periférica e, portanto, maior chance de amputação do que as mulheres.

Conheça os sintomas do pé diabético

Para evitar esse desfecho, é preciso estar atento aos sintomas do pé diabético e buscar atendimento médico o quanto antes. São eles3:

  • Formigamento
  • Perda da sensibilidade local
  • Dores
  • Queimação nos pés e nas pernas
  • Sensação de agulhadas
  • Dormência
  • Fraqueza nas pernas

É importante frisar que os sintomas podem piorar à noite, quando a pessoa vai se deitar.

É mais comum o paciente buscar ajuda médica apenas quando já está em um estágio avançado, normalmente com uma ferida ou uma infecção ativa, o que torna o tratamento do pé diabético muito mais difícil4. Portanto, esteja atento aos primeiros sinais e peça sempre para o médico examinar seus pés, como forma de obter diagnóstico precoce e preservar sua saúde.

Veja também:

Pé diabético dá para prevenir
Por que o pé diabético fica dormente
Por que o pé diabético não cicatriza
Como identificar e diagnosticar o Pé Diabético

Quer saber mais sobre pé diabético? Clique aqui e confira tudo sobre essa condição clínica.

 

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ATENÇÃO III: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos dos resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

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