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Aumento da próstata: 4 tratamentos minimamente invasivos eficazes

Saúde Urológica

Aumento da próstata: 4 tratamentos minimamente invasivos eficazes

Conheça as alternativas para a cirurgia aberta no tratamento da hiperplasia prostática benigna

 

Conhecida popularmente como “próstata aumentada”, a hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição que pode causar desconforto e problemas como dificuldade para urinar, infecções e cálculos renais. Porém, isso não é motivo para pânico, já que há diversos tipos de tratamentos, incluindo os minimamente invasivos. 

Os exames de detecção precoce do câncer de próstata, como dosagem de PSA e toque retal, permitem identificar o surgimento da HPB, facilitando seu diagnóstico. O histórico familiar também deve ser levado em conta, bem como obesidade e condições crônicas, como diabetes e doenças cardíacas. 

A primeira abordagem de tratamento, e também a mais comum, é a medicamentosa. Envolve o uso de alfa-adrenérgicos, que relaxam músculos da próstata e da bexiga e melhoram o fluxo de urina. 

Porém, quando os medicamentos não provocam a resposta esperada ou causam efeitos adversos, pode ser o caso de uma cirurgia. “Próstata” e “cirurgia” são duas palavras que assombram o imaginário masculino quando aparecem na mesma frase, mas há técnicas minimamente invasivas que não apenas afastam consideravelmente os riscos de impotência sexual ou incontinência urinária, como também devolvem ao paciente sua qualidade de vida. 

Na verdade, essas técnicas podem até mesmo trazer benefícios à vida sexual, já que um estudo recente demonstrou que 86% dos homens que passam pelo procedimento relatam satisfação sexual igual ou melhorada após procedimentos do tipo.

Conheça agora as principais técnicas minimamente invasivas para tratamento da hiperplasia prostática benigna.

Terapia a laser

É uma das técnicas mais eficazes. “Ela pode ser aplicada em virtualmente todos os pacientes que têm indicação de tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática, desde que tenham condições de saúde que permitam que sejam anestesiados”, explica o urologista Daniel de Morais Perpetuo, Chefe do Setor de Cirurgia Minimamente Invasiva do Hospital Federal dos Servidores do Estado – RJ.

O procedimento é relativamente simples:  o laser aquece e vaporiza rapidamente o tecido que bloqueia a próstata, restaurando o fluxo natural de urina sem efeitos adversos. O paciente geralmente volta para casa no mesmo dia em que o procedimento é realizado. Em poucos casos, é recomendada a internação por uma noite. “Como é uma cirurgia com controle muito eficaz do sangramento, pode inclusive ser feita em pacientes que usam anticoagulantes ou com distúrbios de coagulação”, afirma o urologista.

Enucleação prostática

Indicada quando o volume prostático do paciente é elevado. Em alguns casos, pode até mesmo substituir a indicação por uma cirurgia aberta, mas é realizada apenas em centros especializados.

A enucleação se vale de um aparelho de endoscopia que passa pela uretra e atinge a próstata e a bexiga, usando um laser pulsátil para cortar, vaporizar e coagular os tecidos durante a cirurgia. 

Cirurgia laparoscópica assistida por robótica

O cirurgião opera um robô que permite a visualização dos órgãos em 3D, dando a ele mais precisão e permitindo movimentos mais delicados. São feitos de 3 a 5 cortes de cerca de 0,5cm na região abdominal, por onde são inseridas uma câmera extremamente fina e delicadas pinças cirúrgicas.

As incisões, reconstruções e resseções são feitas pelo cirurgião, que comanda o robô em uma sala separada. É uma técnica com várias salvaguardas e mecanismos de proteção, inclusive contra eventual erro humano, e que oferece um tratamento bastante seguro da HPB.

Terapias ambulatoriais

“As chamadas terapias ambulatoriais têm esse nome por não demandarem  internação e, diferentemente da terapia a laser, não há retirada do tecido prostático”, explica o especialista. Essas terapias ainda estão sob avaliação de durabilidade e da necessidade de realizar um re-tratamento após alguns anos, mas já são oferecidas em alguns centros em caráter experimental.

Entre as terapias do tipo, Perpetuo destaca o Urolift (uma espécie de “grampeamento” da próstata, por meio de pequenos implantes que levantam e fixam a glândula longe da passagem da urina), o Rezum (que injeta vapor em distintos pontos da próstata para reduzir seu tamanho) e o iTind (que insere temporariamente um remodelador prostático no canal da uretra para abrir o canal da próstata).

Quer entender os sintomas e causas da HPB? Navegue pelo nosso site e descubra como identificar os sinais e compreender melhor a hiperplasia prostática benigna.

 

ALERTA: A lei restringe a venda desses dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. Indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na rotulagem do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins de INFORMAÇÃO e podem não ser aprovados ou vendidos em determinados países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados. 

- ALERTA 2: Os resultados de estudos de caso não são necessariamente preditivos de resultados em outros casos. Os resultados em outros casos podem variar.

Este material é apenas para fins informativos e não se destina a diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda enfaticamente que você consulte seu médico sobre todos os assuntos relacionados à sua saúde.

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Morte súbita: principais causas, fatores de risco e formas de prevenção

Coração

Morte súbita: principais causas, fatores de risco e formas de prevenção

Ter uma doença cardíaca prévia ainda é a principal causa para a ocorrência do evento, porém é possível evitar outros fatores de risco

 

A estimativa mundial é que, a cada 100 mil atletas jovens e saudáveis, entre 1 e 3 sejam vítimas de morte súbita enquanto realizam seus exercícios. E, nessa estatística, os homens são maioria: chegam a ser dez vezes mais atingidos pelo evento do que as mulheres1.

Mas não são apenas os atletas que estão vulneráveis: qualquer pessoa, de qualquer idade, seja homem ou mulher, pode sofrer uma arritmia cardíaca que resulte em morte súbita. As estimativas apontam que de 40 a 50% de todas as mortes por causas cardiovasculares no mundo são mortes súbitas cardíacas2. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) estima que 20 milhões de pessoas são afetadas por arritmias cardíacas, que respondem por 320 mil mortes por ano3.

Em 50% dos casos, a morte súbita cardíaca é a primeira manifestação de doenças do coração e, em 80% das vezes, a ocorrência é em casa, por isso, é importante estar atento aos fatores de risco, como disfunção ventricular esquerda, história de insuficiência cardíaca, hipertrofia do ventrículo esquerdo, mau estado funcional, frequência cardíaca elevada e eletrocardiograma anormal.

Além disso, fatores de risco para outras condições cardíacas também devem ser considerados para a morte súbita:

  • Ser do sexo masculino;
  • Ter idade avançada;
  • Hipertensão;
  • Obesidade;
  • Histórico familiar de problemas cardíacos;
  • Hipercolesterolemia (colesterol alto);
  • Ser fumante4.

Médico cardiologista explica sobre a morte súbita

Entre os problemas cardíacos mais observados no Brasil, o médico cardiologista Guilherme Bertão, especialista em Arritmia Clínica pela SOBRAC e responsável pelo setor de arritmia da clínica Duocor e Hospital Proncor (MS) destaca infarto prévio, insuficiência cardíaca e outras condições, como a cardiomiopatia hipertrófica, doença em que as paredes dos ventrículos se tornam mais densas e rígidas e que é a principal causadora de morte súbita em jovens.

“Além destes, pacientes sintomáticos e que relatam sentir dores no peito, palpitações, tonturas ou desmaios devem procurar por atendimento médico especializado para correta avaliação e estratificação de risco."

A recomendação do cardiologista se estende àqueles que possuem histórico de morte súbita familiar, principalmente quando elas aconteceram em familiares jovens, que fazem parte de uma parcela mais suscetível da população.

Agora que você se informou sobre Morte Súbita, aproveite e acesse demais conteúdos sobre Coração.

 

ATENÇÃO: A lei restringe a venda destes dispositivos a médicos ou mediante prescrição médica. As indicações, contraindicações, advertências e instruções de uso podem ser encontradas na etiqueta do produto fornecida com cada dispositivo ou em www.IFU-BSCI.com. Os produtos mostrados apenas para fins INFORMATIVOS e a venda pode não ter sido aprovada em alguns países. Este material não se destina ao uso na França. 2023 Copyright © Boston Scientific Corporation ou suas afiliadas. Todos os direitos reservados. ATENÇÃO II: Este material é apenas para fins informativos e não para diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação em relação aos benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico em todos os assuntos relativos à sua saúde CRM = 1700602 – AA – Saber da Saúde

5 dicas para pessoas anticoaguladas

Coração

5 dicas para pessoas anticoaguladas

Responderemos as 5 perguntas mais frequentes de pacientes que possuem anticoagulação com dicas importantes para uma vida saúdavel.

Porém, antes de mais nada, você sabe o que é anticoagulação?

Os anticoagulantes, como o nome indica, são medicamentos que evitam a coagulação do sangue, evitam a formação de coágulos ou impedem seu crescimento e favorecem sua dissolução (desaparecimento), caso já tenham sido formados.

Agora sim! Abaixo as perguntas e respostas.

1. O que deve ser feito quando se tem uma hemorragia?

Se você sangrar sem motivo, sangrar mais do que o normal ou ter hematomas espontaneamente, você precisa ir ao seu centro de controle médico antes da data que você tinha indicada no seu cartão de anticoagulação. Deve-se levar em consideração que um paciente anticoagulado não apresenta hemorragias espontâneas, porque seu sistema hemostático está geralmente intacto e, portanto, deve-se procurar a causa dessa hemorragia.

Por exemplo, se você tiver sangue na urina, será preciso descartar uma infecção urinária ou se tiver fezes com sangue, será preciso descartar uma hemorragia digestiva, etc. Nunca, como primeiro passo, o tratamento anticoagulante deve ser interrompido. É necessário que você sempre vá a um centro médico.

2. Posso ir ao dentista enquanto estiver sendo anticoagulado?

Qualquer pessoa tratada com anticoagulantes pode ir ao dentista, mas você deve tomar algumas precauções. A primeira coisa é avisar o dentista que você está em tratamento com anticoagulantes, especialmente no caso de qualquer manipulação que envolva risco de sangramento, já que você pode usar bloqueios com hemostáticos.

3. Não posso comer nenhum vegetal verde?

Os anticoagulantes orais chamados “diluentes do sangue”, como a Varfarina, são medicamentos que fazem que o sangue leve mais tempo a coagular e o conteúdo de vitamina K da sua dieta pode interferir na eficácia do tratamento. A maior parte da vitamina K vem de alimentos à base de plantas, especialmente vegetais amarelos escuros ou vegetais de folhas verdes, como o espinafre, os brócolis, o repolho, a alface romana, as endívias, a couve kale, a beterraba, os aspargos e alguns tipos de soja fermentada. Esses alimentos não são proibidos, mas devem ser controlados na dieta.

4. Posso ser vacinado enquanto estiver anticoagulado?

Pelo simples fato de ser anticoagulado, você não precisa se diferenciar do resto das pessoas e, portanto, por causa dessa particularidade, não aumenta nem diminui a possibilidade de adoecer. O paciente anticoagulado tem as mesmas indicações de vacinação que uma pessoa saudável. A via de administração não tem contra-indicação, seja por via oral ou subcutânea.

5. Posso engravidar?

Provavelmente o seu tratamento será suspendido temporariamente. É uma situação delicada, pouco frequente para a mulher anticoagulada, na qual seguir estritamente as recomendações do seu hematologista evitará complicações indesejadas. Entre em contato com o médico responsável pelo controle do seu tratamento assim que possível, a fim de evitar os efeitos nocivos dos anticoagulantes orais, pois eles são capazes de atravessar a barreira placentária e produzir malformações fetais.

Se você tiver alguma dúvida, lembre-se sempre de consultar o seu médico.

Quer saber mais? Acesse nosso site Viver sem Anticoagulantes

Intestino: por que é chamado de segundo cérebro e como afeta saúde mental e imunidade

Outras Condições

Intestino: por que é chamado de segundo cérebro e como afeta saúde mental e imunidade

Manter uma mente equilibrada ajuda a controlar a saúde intestinal e a aumentar a imunidade, mas o inverso também é verdadeiro.

 

Tudo começa no nervo vago, que mais parece um cano que atravessa todo o corpo humano e fica mandando informações para todos os lados. É ele quem envia as mensagens do cérebro diretamente para a microbiota intestinal. Esta, por sua vez, pela via circulatória, avisa o cérebro a quantas anda a sua produção de IgA, uma imunoglobulina que desencadeia todo o processo imune. E dessa troca entre dois órgãos tão distantes ("eixo cérebro-intestino") resulta uma das ações mais importantes do organismo, que implica não só na saúde, mas também na doença mental.1

Para melhorar a conexão entre o intestino e o cérebro, o papel da microbiota é fundamental. “São as bactérias que lá habitam que produzirão nutrientes importantes para o cérebro, como as vitaminas B12, K e riboflavina (B2). Então, dá para dizer que nós dependemos do intestino para alimentar o cérebro e fazer com que ele funcione saudavelmente”, enfatiza Joaquim Prado Moraes-Filho, Professor Associado de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP e editor da Revista da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Quando algo não vai bem no intestino, o cérebro também sente. “Se antes tínhamos as doenças funcionais do intestino, hoje falamos em doenças de desequilíbrio entre a função cérebro-intestinal, porque esses dois órgãos ficam trocando informações a todo o tempo”, explica o professor.

Hoje, as evidências mostram que a saúde cerebral - e por consequência mental - depende fortemente da saúde da microbiota2. “Pouca gente sabe, mas cada microbiota intestinal, além de ser única, atua em uma série de fatores comportamentais que alteram o cérebro e, consequentemente, o intestino. E o contrário também é verdadeiro, ou seja, pessoas em estados de ansiedade ou alto estresse devem perceber que o intestino costuma ‘soltar’ nesses momentos”, finaliza.

 

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